São Paulo mostra desculpas em dia e senso de urgência em falta

A meta são-paulina é chegar aos 45 pontos e evitar o único vexame que a diretoria ainda não trouxe para o clube

Rafinha, Harry Massis e Dorival

Se um dia o time já foi líder do torneio, agora pratica um dos piores 'futebóis' do País/Erico Leonan/São Paulo FC

Se no começo do Campeonato Brasileiro parecia que os torcedores são-paulinos enfim poderiam sonhar mais alto, a realidade bateu à porta. Hoje, graças à gestão dos últimos 10 ou 15 anos, a realidade do time que um dia foi soberano virou contentar-se com o quanto antes é possível atingir os 45 pontos.

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Hernán Crespo avisou no começo do campeonato: a meta do Tricolor Paulista deveria ser a mais simples e pés no chão possível. O chamaram de sem ambição, que não entendia a grandeza do São Paulo. Mas antes ser pessimista do que inconsequente e comprometer um ano promissor.

Hoje, a equipe tem a pior campanha em muitas rodadas e só não está na zona do rebaixamento (ainda) por conta do ótimo início do argentino. Roger Machado pagou o preço de uma escolha ruim da diretoria e involuiu o time. Dorival Júnior chegou e faz um dos piores trabalhos da história recente, sequer tendo vencido ainda no Brasileirão.

Além disso, o comandante, que é tão conhecido por usar bem as categorias de base, usa e abusa de medalhões e pouco utiliza quem merece chances vindo de Cotia, que foi quem sempre salvou o clube.

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Consequência da própria soberba

Se um dia o time já foi líder do torneio, agora pratica um dos piores ‘futebóis’ do País. A equipe não parece ter nenhum senso de urgência e a única coisa mostrada em campo é a apatia. Além disso, a soberba no futebol se paga dentro de campo, e os diretores que se recusaram a aceitar que hoje o time é uma bagunça fora do gramado, acabaram levando a crise também para dentro dele.

Mesmo sem estar no Z4, a equipe causa uma impressão de melancolia ao torcedor poucas vezes vista antes. E, de quebra, ainda terá menos chances de resolver a situação no MorumBIS, já que o palco virou prioridade para shows e o futebol ficou para segundo plano.

Rafinha, que nem tinha experiência no cargo, junto de um presidente que sequer foi eleito e um diretor que tinha rejeição recorde, tomaram a decisão de demitir alguém que só falava a verdade.

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Trocar ou não de treinador é um debate à parte, mas o elenco tem opções, porém pouco variadas. Os reforços pedidos por Dorival (vide Victor Sá) são caros e pouco úteis para resolver a situação em campo, e os medalhões sentem a pressão e parecem afundados em uma crise sem fim.

Ao torcedor, resta torcer por uma virada de chave milagrosa. A meta é a que deveria ter sido desde o início: 45 pontos. É buscar ao menos 18 pontos em 15 jogos e evitar o único vexame que os diretores ainda não foram capazes de fazer ao clube.