O mercado de trabalho tem aumentado o foco para além da formação acadêmica e da experiência profissional para a conquista de um bom emprego.
Em processos seletivos, empresas também avaliam habilidades técnicas e comportamentais que podem indicar a capacidade do candidato de desempenhar as atividades exigidas pela vaga.
Por isso, saber quais competências são valorizadas e como demonstrá-las no currículo e durante a entrevista pode ajudar o profissional a se destacar entre os candidatos.
Para quem busca oportunidades ainda este ano, a Ambev está com 401 vagas de emprego abertas em diferentes regiões do Brasil.
Habilidades mais valorizadas
As competências podem ser divididas entre soft skills, relacionadas ao comportamento, e hard skills, que envolvem conhecimentos técnicos. Confira as habilidades comportamentais citadas pela Gupy:
1. Comunicação eficaz
A comunicação vai além de saber falar bem. A habilidade também envolve ouvir, organizar informações e adaptar a mensagem de acordo com o público.
No currículo, uma forma de demonstrar essa competência é apresentar situações concretas, como participação em apresentações, projetos que exigiram contato com diferentes áreas ou mediação de conflitos.
2. Trabalho em equipe
A capacidade de trabalhar com outras pessoas é importante em diferentes áreas. A habilidade pode ser demonstrada por meio de experiências em projetos multidisciplinares, nos quais foi necessário integrar conhecimentos e atividades de diferentes profissionais.
3. Adaptabilidade
Mudanças de processos, tecnologias e prioridades fazem parte da rotina profissional. Por isso, a capacidade de se adaptar a novos cenários também é considerada uma competência relevante.
No currículo ou na entrevista, o candidato pode apresentar situações em que precisou lidar com mudanças de escopo, novas ferramentas ou alterações na rotina de trabalho.
4. Pensamento crítico
O pensamento crítico está relacionado à capacidade de analisar informações, identificar problemas e buscar soluções.
Uma maneira de demonstrar essa habilidade é apresentar situações em que o profissional identificou uma falha em um processo e propôs uma alternativa para melhorar o trabalho ou reduzir o uso de tempo e recursos.
5. Resiliência
A forma como o profissional reage a dificuldades e erros também pode ser observada durante um processo seletivo.
Mais do que afirmar que é resiliente, o candidato pode apresentar uma situação em que precisou lidar com pressão, dificuldades ou resultados abaixo do esperado, explicando quais medidas tomou e o que aprendeu com a experiência.
6. Gestão de tempo
Organização e cumprimento de prazos são importantes para diferentes funções. O candidato pode demonstrar essa habilidade citando ferramentas de organização, metodologias de trabalho ou situações em que precisou administrar diferentes tarefas simultaneamente.
7. Proatividade
A proatividade está relacionada à capacidade de antecipar problemas e tomar iniciativa sem depender de uma orientação constante.
No currículo, isso pode aparecer em exemplos de projetos ou mudanças que o profissional propôs por iniciativa própria e que resultaram em alguma melhoria no trabalho.
8. Liderança
A liderança não está restrita a quem ocupa um cargo de gestão. A chamada liderança informal também pode aparecer quando um profissional influencia positivamente colegas, coordena atividades ou ajuda uma equipe a alcançar determinado objetivo.
O uso de ferramentas digitais e de inteligência artificial ganhou espaço entre as competências buscadas no mercado. O material da Gupy cita o uso de ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Midjourney, para aumentar a produtividade.
A recomendação é não apenas informar que conhece uma ferramenta, mas mostrar como ela foi utilizada na prática. Um exemplo seria explicar que uma ferramenta de IA foi usada para automatizar uma tarefa e liberar tempo para outras atividades.
Como colocar as habilidades no currículo
As habilidades não precisam aparecer apenas como uma lista de palavras. O candidato pode relacioná-las às próprias experiências profissionais e apresentar contexto e resultados.
Em vez de escrever apenas “liderança”, por exemplo, o profissional pode explicar que liderou uma equipe, indicar o tamanho do grupo e apresentar o resultado alcançado.
A entrevista é outra oportunidade para apresentar as competências. Uma das estratégias citadas pela Gupy é a metodologia STAR, que organiza a resposta em quatro etapas:
- Situação: contexto em que o problema aconteceu;
- Tarefa: qual era o desafio ou objetivo;
- Ação: o que o candidato fez;
- Resultado: qual foi o desfecho da situação.
A estrutura ajuda a substituir respostas genéricas por exemplos concretos. Em vez de apenas dizer que possui capacidade de análise, por exemplo, o candidato pode contar uma situação em que analisou dados para identificar um problema e explicar qual resultado foi obtido depois da ação.
As evidências não precisam ficar restritas ao currículo. Portfólios, certificados, projetos e estudos de caso também podem ajudar a demonstrar competências.
No processo seletivo, a combinação entre conhecimento técnico, habilidades comportamentais e capacidade de demonstrar resultados pode ajudar o candidato a apresentar um perfil mais alinhado ao que a vaga procura.
