Uma oposição isolada não era surpresa para ninguém, mas o governo se dividindo em todas as questões, sim. E não é apenas no que diz respeito ao mais do que falado arcabouço fiscal, que, apesar dos contrapontos, parece que vai passar. Mas parafraseando outros colegas jornalistas, os espinhos na garganta são vários, e a CPI dos atos golpistas parece ser o menos doloroso. A CPI do MST, em que a oposição nadará de braçadas, haja vista que dos 54 membros, 40 são aliados da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), será relatada por ninguém mais, ninguém menos do que Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro de Bolsonaro, no Meio Ambiente.
E falando em meio ambiente
A saída de Randolfe Rodrigues do partido REDE Solidariedade não é apenas uma briguinha entre o senador amapaense e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A recusa do Ibama para a Petrobrás, para explorar petróleo na Amazônia, tem sido comparada à nova Belo Monte, hidroelétrica que tanta dor de cabeça deu aos governos Lula 1 e 2, ganhou a cabeça de Marina numa bandeja, ao melhor estilo João Batista. Mas Lula está no Japão, e está todo mundo pisando em ovos para se pronunciar sobre a questão, afinal, o preço de Belo Monte foi alto. Amazônia é Brasil, e o nosso sucesso no exterior depende não apenas dos acenos de Lula, mas nos erros e acertos com a vulnerabilidade socioambiental da região.
Até porque a Amazônia não é roxa…
É verde, cor que nunca emplacou no ex-presidente, e ex-senador Fernando Collor de Mello. Aos 73 anos, afastado da cena política, está às voltas com o Supremo Tribunal Federal (STF), que já formou maioria para condená-lo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da BR Distribuidora. Nesta quinta-feira (18), o placar ficou em 6 votos a 1. O ministro Edson Fachin, relator, votou por uma pena de quase 34 anos em regime fechado.
Urgente, urgente!
Foi a decisão dos deputados sobre a urgência da votação do arcabouço fiscal na última quarta-feira (17). Foram 367 votos favoráveis e 102 contrários, entre estes, todos os deputados do PSOL e da REDE. A previsão é o que o mérito do texto do relator, deputado federal Carlos Cajado (PP-BA). Entre os favoráveis, houve votos da oposição.
