Gazeta repudia intimidação contra jornalista e reafirma compromisso com a liberdade de imprensa

Questionamentos de jornalistas fazem parte do exercício da democracia; intimidar um profissional da imprensa não

Comissão da OAB de Iguape afirma que críticas sobre obras públicas devem ser respondidas com dados, documentos e argumentos.

Vereador Amarildo Simoni enviou mensagens à jornalista Laís Seguin. Foto - Câmara de Registro

A Gazeta repudia veementemente as mensagens enviadas pelo vereador Amarildo Simoni à jornalista Laís Seguin, responsável pela reportagem sobre a manifestação da Comissão da Diversidade Sexual, de Gênero e Raça da OAB de Iguape.

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É justamente por isso que causa preocupação e indignação que, após ser procurado pela imprensa e ter sua versão registrada na reportagem, o parlamentar tenha enviado mensagens à jornalista em tom intimidador e que a profissional interpretou como ameaçador.

Questionamentos de jornalistas fazem parte do exercício da democracia. Intimidar um profissional da imprensa não.

O trabalho jornalístico pressupõe apuração, confronto de informações e busca pelo contraditório. Procurar uma autoridade pública para ouvir sua versão não é um ato de provocação, mas uma obrigação profissional. O direito de resposta e o espaço para manifestação existem justamente para assegurar que os envolvidos possam apresentar suas versões dos fatos.

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A liberdade de imprensa não é um privilégio concedido aos veículos de comunicação. É uma garantia essencial ao funcionamento de uma sociedade democrática. Ela protege não apenas jornalistas e empresas jornalísticas, mas sobretudo o direito da população de receber informações de interesse público.

A Gazeta não aceitará que jornalistas sejam constrangidos ou intimidados por exercerem seu trabalho. Divergências em relação ao conteúdo de uma reportagem devem ser tratadas pelos meios institucionais e pelo debate público, com argumentos e informações, jamais por ameaças ou tentativas de intimidação.

O jornal continuará ouvindo todos os lados, buscando o contraditório e dando espaço para manifestações dos envolvidos, como fez neste caso. Isso não significa abrir mão da independência editorial nem permitir que profissionais sejam pressionados em razão do trabalho que realizam.

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Repudiamos qualquer tentativa de intimidação contra nossa equipe e reafirmamos nosso compromisso com a liberdade de imprensa, com a apuração jornalística e, principalmente, com o direito do leitor à informação.