38% dos adolescentes da cidade de SP já sofreram bullying, segundo pesquisa do IBGE

O estudo mostrou também que a proporção de adolescentes que já sofreu bullying na cidade de São Paulo foi similar nas escolas particulares (40%) e nas públicas (37,8%)

Escola em São Paulo

Escola em São Paulo | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cerca de 38% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental na cidade de São Paulo já sofreram bullying, de acordo com dados de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última quarta-feira (13). 

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O levantamento mostra que 38,3% dos estudantes desta faixa etária, entre 13 e 15 anos, já sofreram este tipo de violência psicológica na cidade. O texto conta com informações do “g1”.

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A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelou ainda que esse número diminuiu em 2019, último ano da pesquisa, em relação a 2015, quando o índice chegou a 47,3%.

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O percentual da capital paulista está próximo à média nacional (40,3%) aferida pelo estudo, que analisou o cenário nas 27 capitais do país. Dentre esses municípios, Porto Velho foi a que registrou maior índice de adolescentes vítimas de bullying, com 47,9% do total de alunos. 

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O estudo mostrou também que a proporção de adolescentes que já sofreu bullying na cidade de São Paulo foi similar nas escolas particulares (40%) e nas públicas (37,8%). 

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No entanto, os dados mostram uma diferença entre meninas e meninos: 32,1% dos alunos da capital sofreram bullying, contra 43,3% das alunas.

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Segundo um estudo do Instituto Ayrton Senna em parceria com o governo estadual, estudantes vítimas de bullying se sentem menos entusiasmados no ambiente escolar, podem enfrentar problemas de autoconfiança, e apresentam menos curiosidade para aprender. 

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De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), um em cada três alunos já sofreu bullying em todo o mundo.

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O levantamento também avaliou os hábitos alimentares dos estudantes de 13 a 15 anos. Na capital paulita, quase metade (43%) dos alunos relatou ter consumido guloseimas doces em 5 dos 7 dias anteriores à pesquisa. No caso dos refrigerantes, o percentual foi menor: 21% dos adolescentes consumiu esse produto mais de cinco vezes na semana da pesquisa, em São Paulo. 

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O consumo de alimentos que não são saudáveis foi acompanhado de um alto percentual de adolescentes que não são fazem exercício com a regularidade.

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Em todo o Brasil, 60% dos alunos do 9º ano foram classificados como insuficientemente ativos. Meninas são mais insuficientemente ativas do que de meninos, de acordo com os dados.

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Na cidade de São Paulo, esse percentual foi ainda maior: 65,5% dos estudantes foram insuficientemente ativos no período observado. A proporção de meninos que não se exercitam o suficiente foi de 53,9% do total, enquanto entre as meninas este percentual foi de 74,8% do total.