Um casal que administrava um frigorífico suspeito de fornecer carne estragada para escolas e presídios foi preso na manhã desta terça-feira em Sorocaba, no interior de São Paulo.
Uma máquina que seria utilizada para injetar água na carne foi apreendida. A identificação do uso de selos falsos do Serviço de Inspeção Federal em carnes que seriam fornecidas para a Superintendência de Assistência Social da Universidade de São Paulo (USP) foi o estopim da operação.
Segundo a Polícia Federal, houve fraude em licitação, utilização de matéria-prima e de ingredientes vencidos, adição de proteína da soja na elaboração de linguiça e omissão da informação nos rótulos dos produtos, uso de aditivo não autorizado (antiespumante) e violação de lacre dos alimentos.
Além disso, os investigadores descobriram que houve fornecimento de carnes deterioradas para estabelecimentos prisionais e até mesmo para a merenda escolar de um município da região.