Os pelinhos de borracha no pneu são rebarbas da fabricação. Apesar do aspecto estranho, eles não são defeito e, em geral, não afetam a segurança. São apenas o rastro do processo de moldagem.
Eles se formam nos respiros do molde, pequenos canais por onde o ar escapa quando a borracha aquecida é prensada, e costumam aparecer em pneus novos de carros, motos e caminhões. Com o atrito do asfalto, desaparecem nos primeiros quilômetros.
Por que os pneus novos têm esses pelinhos?
Na fabricação, o pneu “cru” é colocado em um molde aquecido e pressionado até tomar a forma final, com desenho da banda de rodagem e gravações da lateral. Se o ar ficasse preso, surgiriam falhas e bolhas na superfície. Por isso, o molde tem furos minúsculos que deixam o ar sair.
Uma pequena parte da borracha escapa por esses furos e endurece, formando os fios. É como a rebarba que aparece em peças plásticas moldadas.
Os pelinhos de borracha são sinal de pneu novo?
Nem sempre. Eles costumam indicar que o pneu rodou pouco ou nada, porque o uso os desgasta. Mas a ausência deles não prova que o pneu seja velho, já que alguns fabricantes aparam as rebarbas ou usam moldes com outro sistema.
A informação confiável está no código DOT, gravado na lateral. Os quatro últimos dígitos indicam a semana e o ano de fabricação. Por exemplo, “2524” significa 25ª semana de 2024.
Um pneu pode ter pelinhos e, ainda assim, estar parado há bastante tempo. Por isso, vale conferir o código antes de comprar.
Eles afetam a aderência ou a segurança?
Segundo a explicação usual do setor, não de forma relevante. Os fios são finos, flexíveis e somem rapidamente. Na banda de rodagem, o desgaste inicial elimina essas rebarbas sem comprometer o desempenho.
Só vale atenção se o pneu apresentar bolhas, deformações ou cortes. Isso já é outro assunto e exige avaliação de um profissional.
O detalhe que diz mais que os pelinhos
No fim, os pelinhos são uma curiosidade do processo industrial e não medem a qualidade do pneu. O que realmente conta são o código DOT, o estado da borracha e a calibragem correta.
Se alguns fios ainda estiverem lá depois de semanas de uso, não há motivo para alarme: pode ser apenas uma rebarba mais resistente, que se solta com o tempo.
Na próxima troca, em vez de estranhar os fios, olhe a lateral: a data de fabricação é a informação que faz diferença.






