A Polícia Civil investiga um suposto caso de assédio sexual cometido por um professor de educação física de 41 anos na Escola Estadual Professora Marina Cintra, na Consolação, região central, contra uma aluna de 11 anos. Outras 16 garotas, entre 11 e 14 anos, relataram à direção do colégio também terem sido vítimas. O professor nega as acusações e foi afastado da escola.
Acompanhada dos pais, a menina contou que, na aula, após brincar de queimada, pegou um livro para folhear enquanto descansava. Foi quando o professor se aproximou, segundo ela. Em seu relato, a estudante afirma que ele lhe perguntou sua idade, se era virgem e se perderia a virgindade com ele.
Diante disso, a aluna diz ter levantado e ligado para a mãe e procurado a diretoria. No boletim de ocorrência, ela afirma ainda que o professor perguntou se ela lhe mandaria “nudes” (fotos nua). Estudantes relataram que, na mesma manhã, o professor lamentou o fato de elas não poderem usar shorts.
Após a garota procurar a direção da escola, outras 16 alunas também disseram ter sido assediadas. Quando o professor foi embora, estudantes chutaram o carro dele e quebraram o retrovisor. Na segunda-feira, eles não entraram nas salas de aula pela manhã e fizeram protesto no pátio.
Alunas dizem que os supostos assédios ocorriam há tempos, mas tinham medo de denunciar por ser
ameaçadas.
As estudantes afirmam ainda que o professor as chamava de gostosas durante as aulas e teria tocado nas nádegas de pelo menos duas delas. A Secretaria de Estado da Educação afirmou em nota que, após receber as denúncias de pais e alunos, o professor foi “imediatamente afastado” e que não voltará à unidade. A pasta diz que “repudia toda conduta desse tipo e considera o caso inadmissível”.
O professor de educação física afirmou à polícia que as acusações são falsas e que estão causando transtorno familiar a ele. A declaração foi dada ao registrar um boletim de ocorrência de ameaça.