Uma boa noite de sono pode melhorar mais do que o bom humor no dia seguinte; isso é o que mostra o estudo “Avaliando os efeitos da qualidade do sono na saúde mental da população adulta”, publicado no final do ano passado na revista BMC Public Health.
A análise, que reuniu 54 pesquisas com 10.196 adultos, mostrou que a melhora na qualidade do sono influenciou positivamente a saúde mental, contribuindo para a redução de sintomas de depressão e ansiedade.
Dentre as soluções não farmacológicas para alcançar um descanso reparador, a escolha do colchão correto está entre as principais escolhas.
De acordo com a Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos, 93% das pessoas reconhecem que um colchão confortável é um elemento crítico para conseguir ter qualidade nas horas de repouso e, consequentemente, os benefícios para a saúde. Jeziel Rodrigues, especialista do sono da Anjos Colchões & Sofás, rede com mais de 35 anos de experiência no segmento, afirma que a escolha correta influencia tanto no bem-estar físico quanto mental.
Saiba como escolher o colchão certo para dormir melhor
Um ser humano saudável passa um terço da vida dormindo, o que daria uma média de 7 a 9 horas de sono por noite. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Health Science Reports em 2024, o colchão é um dos fatores que podem influenciar diretamente a qualidade do repouso.
Ao longo de oito semanas, adultos com sintomas ocasionais de insônia que utilizaram um colchão de firmeza média apresentaram melhora significativa na qualidade do sono, no humor e redução dos níveis de estresse percebidos.
Para Jeziel Rodrigues, os dados que o levantamento traz apontam para um fator fundamental na hora de escolher o colchão correto: a densidade.
“O ideal é que o colchão seja compatível com o peso e a altura de quem vai utilizá-lo, evitando modelos excessivamente macios ou rígidos demais. A densidade correta faz toda a diferença para a qualidade do sono e também para a saúde da coluna”, ressalta.
Além disso, o profissional salienta que o mercado conta com diferentes tecnologias e modelos, como colchões de espuma, mola ou látex, além de opções com tecidos antiácaro, sistemas de ventilação e recursos voltados ao bem-estar. No entanto, o colchão possui prazo de validade. A Fundação do Sono recomenda que o item seja substituído após 6 a 8 anos de uso, mas o especialista da Anjos Colchões & Sofás reforça que é preciso também se atentar ao tipo de material e à rotina de uso.
É natural um colchão com molas ter durabilidade maior do que o de espuma, que, com o passar do tempo, perde a capacidade de suportar o peso. O colchão dá sinais de que precisa ser substituído.
Por fim, o especialista dá uma dica importante: se o corpo “afunda” em determinadas áreas do colchão, está na hora de trocá-lo.
“Esse desgaste compromete o suporte das regiões de maior peso, como quadris e ombros. Quando isso ocorre, o colchão deixa de sustentar o corpo de forma equilibrada e perde sua função essencial de conforto e estabilidade. Investir em um colchão confiável é investir na saúde, no conforto e na qualidade de vida”, finaliza.






