A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Bruno Covas (PSDB), remanejou recursos que seriam utilizados na construção de corredores de ônibus para retomar obras em 12 Centros Educacionais Unificados (CEUs), abandonadas na reta final da gestão Fernando Haddad (PT).
Os espaços, que poderiam ajudar o paulistano a perder menos tempo nos deslocamentos, deixarão de contar com R$ 30 milhões. O decreto, publicado na última quarta-feira no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, abre crédito adicional de R$ 60 milhões para os equipamentos de educação.
Além do montante remanejado dos corredores, outros R$ 25 milhões deixarão de ser usados em terminais de ônibus (que devem ser concedidos à iniciativa privada) e R$ 5 milhões na área de mobilidade urbana.
Desde janeiro do ano passado, a atual gestão já remanejou R$ 900 milhões destinados aos corredores de ônibus para outras áreas. Até intervenções como o programa “Asfalto Novo”, que beneficia também o transporte individual e foi uma das principais bandeiras do ex-prefeito João Doria (PSDB), contaram com recursos que eram para acelerar as viagens de ônibus.
Na cidade, só existem 131 quilômetros de corredores de ônibus nos 17 mil quilômetros de vias, sendo que apenas oito deles, no Expresso Tiradentes, são de BRT – Bus Rapid Transit, que é uma estrutura que oferece mais exclusividade ao transporte coletivo e maior velocidade.
Um estudo encomendado pela prefeitura em 2012 mostrou que, para atender adequadamente os 9,5 milhões de passageiros diários dos ônibus de São Paulo, seriam necessários ao menos 600 quilômetros de corredores centrais.