Sou otimista em relação à Constituição de 1988, diz Gilmar Mendes

Durante o lançamento de um livro sobre os 30 anos da Constituição de 1988, o ministro do STF disse ser otimista em relação às bases da democracia brasileira Por Folhapress De São Paulo

Em lançamento de livro sobre os 30 anos da Constituição de 1988, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse ser otimista em relação às bases da democracia brasileira.

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O ministro lançou em São Paulo nesta segunda (12) o livro Comentários à Constituição do Brasil, do qual é um dos organizadores.

“Eu sou otimista em relação à Constituição de 1988. Ela permitiu que tenhamos alguma no país. Completamos 30 anos de normalidade institucional. Agora a meta é pensar nos próximos 30 anos.”

O ministro destacou que a Constituição, por ser extremamente analítica, demanda algumas reformas, como para explicitar a origem de recursos para investimentos sociais, mas afirmou que suas bases são sólidas.

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“Temos feito as mudanças que julgamos necessário”, disse.

Gilmar Mendes voltou a dizer que o juiz Sergio Moro é um nome qualificado para comandar o Ministério da Justiça no futuro governo Bolsonaro (PSL) e diz não perceber politização da Justiça na nomeação.

“Outros juízes já deixaram a magistratura para ocuparem cargos em governos ou serem candidatos na eleição”, afirmou, citando os casos dos ex-juízes eleitos governadores Flávio Dino (PCdoB-MA) e Wilson Witzel (PSC-RJ).

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Gilmar Mendes já fez reiteradas críticas à atuação de Moro na Lava Jato, sobretudo em relação às prisões preventivas decretadas pelo juiz de primeiro grau na operação. A despeito disso, disse que teria uma convivência normal com Moro no STF, caso ele seja indicado para o tribunal.

“De minha parte, seria uma convivência normal. Tenho boa relação com ele. Vocês não sabem, mas já escrevi até um texto em homenagem a ele, a convite de um professor do Paraná.”

A respeito da liberação do empresário Joesley Batista, da JBS, e de outros presos da Operação Capitu, Gilmar Mendes disse que foi mais um caso de processo de controle judicial.

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Joesley foi um dos presos na última sexta (9) em operação da PF que investiga esquema de corrupção no Ministério da Agricultura.

“Não conheço detalhes do caso. A única coisa que posso dizer é que tanto a prisão temporária quanto a provisória têm pressupostos que precisam ser observados” disse.

“A Constituição diz que são medidas excepcionais. De que modo que precisamos ter cuidado para não entrarmos numa aventura policialesca.”