Caminhoneiros encerram bloqueios em trechos da Dutra, diz polícia

Os trechos fechados pelos manifestantes eram nos municípios de Barra Mansa e Porto Real, ambos no estado do Rio de Janeiro Por Folhapress De São Paulo

Os bloqueios de caminhoneiros em dois trechos da rodovia Presidente Dutra iniciados na manhã desta segunda-feira (10) foram encerrados, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

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Os trechos fechados pelos manifestantes eram nos municípios de Barra Mansa e Porto Real, ambos no estado do Rio de Janeiro.

Em Barra Mansa, a manifestação havia começado por volta de 5h25 no km 274 da via, e veículos de carga eram obrigados a retornar no sentido de São Paulo, provocando aglomeração sobre a pista e com alguns veículos retidos, segundo a polícia. Em Porto Real, a interdição foi no km 290, informou a PRF.

Em Pindamonhangaba (SP), no km 92, tanto no sentido Rio, quanto no sentido São Paulo, houve manifestantes parados, mas estavam em postos de serviços e pelo acostamento, sem interromper o tráfego. Às 11h, contudo, os caminhoneiros tinham deixado o local.

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Os protestos ocorreram após o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), conceder na semana passada liminar impedindo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) de multar transportadores que não seguirem os fretes rodoviários mínimos.

O tabelamento de fretes foi uma das medidas adotadas pelo governo na esteira da histórica greve de maio, que afetou a economia do país como um todo. O setor empresarial considera a tabela como inconstitucional.

Ainda na semana passada, a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) afirmou que poderia ficar mais difícil evitar uma nova paralisação da categoria após liminar do STF.

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Em Santos, um grupo de manifestantes se reuniu às 3h30 desta segunda na rotatória que dá acesso ao porto da cidade. De acordo com a assessoria de imprensa do Porto de Santos, os protestos se encerraram às 7h20, não chegando a afetar o fluxo de cargas.

REUNIÃO NO DOMINGO

Apesar do movimento desta segunda, no domingo (9), em reunião comandada por Wallace Landin, conhecido como Chorão e um dos principais representantes do setor, líderes do movimento decidiram não aderir a uma eventual nova paralisação da categoria.

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Em reunião em Catalão (GO), houve consenso de que este não era o melhor momento para uma nova paralisação. Ao grupo, Chorão disse que a decisão não cabia a ele, e sim a todos os presentes.

Entre os motivos apontados pelos participantes para não parar agora, estão a promessa de que a AGU (Advocacia-Geral da União) entrará com recurso contra a liminar de Fux e a iminente posse do governo de Jair Bolsonaro (PSL), do qual esperam boa vontade.