Em 2017, a Chery foi a 21ª marca que mais vendeu no Brasil, com 0,17% dos automóveis comercializados e cerca de 3,7 mil unidades emplacadas. Os chineses andaram cogitando em desistir dos negócios no Brasil até que, em novembro do ano passado, o Grupo Caoa comprou 50% da operação, inclusive a fábrica da cidade paulista de Jacareí, que custou US$ 400 milhões à marca chinesa. Este ano, já como Caoa Chery, a participação de mercado deverá atingir 0,55%, com cerca de 10 mil emplacamentos. Para 2019, a expectativa é acelerar o ritmo e vender 38 mil unidades. Dobrar a atual rede de 60 concessionárias para ampliar até o final do ano que vem faz parte desse objetivo. A ambiciosa proposta do empresário paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade (o nome de onde vem a sigla Caoa) é, em 2022, chegar a 5% de “market share” e estar entre as 10 marcas de automóveis mais vendidas no Brasil. O início das vendas do sedã Arrizo 5, em novembro, e a chegada do novo utilitário esportivo Tiggo 5X, na segunda quinzena de dezembro, são parte importante da estratégia da marca sino-brasileira, que já oferecia o SUV Tiggo 2 e o subcompacto QQ. No início de 2019, o Tiggo 7, com porta-malas maior, aumentará a oferta. Ainda no ano que vem, deve ser lançado o Tiggo 8, com sete lugares.
O Tiggo 2, apresentado em março, foi principal responsável pelo bom desempenho da Caoa Chery neste ano. Por isso, é natural que a marca planeje ampliar sua participação no segmento automotivo que mais cresce no mundo e no Brasil. O Tiggo 5X tem um apelo mais jovem queo o Tiggo 2. Traz saias laterais com detalhes cromados, para-choque dianteiro, traseiro e molduras dos para-lamas pintados de preto. Mede 4,34 metros de comprimento, 1,83 metro de largura e 1,65 metro de altura. A distância entre-eixos é de 2,63 metros. O porta-malas tem capacidade de 340 litros (expansível para até 1.100 litros com o rebatimento dos bancos traseiros). Baseado na plataforma modular T1X, o novo SUV é produzido na fábrica da Caoa Chery na cidade goiana de Anápolis. Segundo a marca, o modelo se destaca pelo comportamento dinâmico, por oferecer cabine espaçosa e pelos recursos de tecnologia e conectividade. Usa o que a montadora chama de Integrated Cage Body (Corpo de Habitáculo Integrado), um sistema construtivo que utiliza 60% de aço de alta resistência em sua estrutura e 8% de aço de alta resistência nos pontos estratégicos da carroceria. O novo SUV é equipado com um motor de 1,5 litro, turboflex, com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variáveis (VVT), coletor de admissão variável (VIS), potência máxima de 150/147 cavalos (etanol/gasolina) a 5.500 rpm e torque máximo de 21,4 kgfm (etanol/gasolina). O torque se faz presente já a 1.750 rpm e permanece estável até 4 mil rpm, o que, de acordo com a marca, proporciona bom desempenho para o carro, principalmente nas acelerações e retomadas de velocidades, além de permitir baixos índices de consumo de combustível.
A esse motor vem acoplado a transmissão automática de dupla embreagem (DCT) com 6 velocidades.
O Tiggo 5X tem três anos de garantia para o veículo completo e cinco anos para motor e câmbio. O modelo será ofertado nas versões T, de R$ 85.990, e TXS, de R$ 96.990. A versão TXS traz todos os itens da T, mais rodas em alumínio estilizadas aro 18, acabamento das portas em couro, alavanca do câmbio automático em couro, sistema de som com seis alto-falantes, teto solar panorâmico (vidro fixo com cortina de abertura elétrica), bancos revestidos em couro, faróis de neblina, luz de cortesia nas soleiras, airbag de cortina e lateral para motorista e passageiro da frente.
*Por Luiz Humberto Monteiro Pereira, da Agência AutoMotrix