Guarujá institui ‘Programa Guardiã Maria da Penha’

Iniciativa conta com atuação preventiva e comunitária da Guarda Civil Municipal Por Diário do Litoral De Santos

Os casos de violência contra a mulher têm alcançando índices alarmantes em todo País. Pensando nisso, Guarujá instituiu, na última sexta-feira (8) – Dia Internacional da Mulher, o Programa Guardiã Maria da Penha. A iniciativa é voltada à proteção de mulheres em situação de violência, através da atuação preventiva e comunitária da Guarda Civil Municipal.

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Por meio do Decreto nº 13.045, fica estabelecido que a aplicação das ações do programa será realizada pela Guarda Civil Municipal, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Defesa e Convivência Social (Sedecon) e de forma articulada com a Diretoria da Força-Tarefa, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas), Ministério Público do Estado de São Paulo e Delegacia de Defesa da Mulher.

Dentre as ações estão a prevenção e o combate à violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial contra as mulheres, conforme legislação vigente; monitoramento do cumprimento das normas, que garante a proteção e também a responsabilização dos autores de violência contra a mulher.

O programa prevê ainda o acolhimento humanizado e a orientação das mulheres em situação de violência, por guardas civis previamente capacitados, bem como o encaminhamento aos serviços da rede de atendimento especializado, quando necessário.

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Os guardas civis vão atuar mediante a identificação e seleção de casos pelo Ministério Público, além de realizarem visitas domiciliares periódicas, verificação dos cumprimentos das medidas protetivas e adoção das medidas cabíveis no caso do descumprimento.

Segundo o secretário de Defesa e Convivência Social, Luiz Cláudio Venâncio Alves, a iniciativa surgiu com a preocupação da situação das mulheres vitimizadas. “Com muita sensibilidade, a primeira-dama de nosso Município demonstrou preocupação com a situação das mulheres vitimizadas, e então nos propôs a adoção de algumas ações de prevenção e combate a esse tipo de violência. De pronto, o desafio foi aceito e formatado o Programa Guardiã Maria da Penha” revelou, o secretário.

Ele explica, ainda, que a iniciativa certamente se transformará em uma excelente ferramenta de prevenção à violência doméstica e familiar e acolhimento humanizado às vítimas desse terrível delito.

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Quando começa valer?

Nesta primeira fase do programa, serão selecionados os agentes que apresentam perfil adequado ao desempenho das funções. Depois, esses guardas serão submetidos a uma capacitação específica, a ser ministrada pelo MP e pela DDM, a fim de compreender melhor a política de proteção à mulher vitimizada, a rede de atenção e acolhimento disponível, as medidas protetivas a que a vítima de violência tem direito, e assim estabelecer as diretrizes e protocolos de atendimento.

A participação no programa é voluntária, ou seja, para preservar a liberdade e a intimidade da mulher, apenas serão atendidas aquelas mulheres que manifestarem interesse em participar.