Bactéria que causa câncer do estômago, a Helicobacter pylori pode permanecer no organismo por longos períodos e elevar o risco de alterações na região gástrica. A infecção merece atenção porque está entre os fatores associados ao câncer de estômago, que tem estimativa de 22.530 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
Como a Helicobacter pylori afeta o estômago
A H. pylori se instala na camada que reveste o estômago. A presença prolongada da bactéria pode provocar inflamação e favorecer problemas como gastrite e úlcera.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) inclui a infecção entre os fatores que aumentam o risco de câncer gástrico. Outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
A infecção não significa que a pessoa terá câncer. O risco depende de diferentes fatores e da permanência da bactéria no organismo.
Por que a infecção pode passar despercebida
A ausência de sintomas dificulta a identificação de alguns casos. A pessoa pode não perceber alterações no estômago durante bastante tempo.
Por isso, a avaliação médica tem papel importante quando existem fatores de risco ou sintomas persistentes. O profissional pode definir se há necessidade de investigar a presença da bactéria.
Como ocorre a transmissão da bactéria
A Helicobacter pylori pode ser transmitida por contato com saliva e pela ingestão de água ou alimentos contaminados. O INCA também relaciona a infecção à transmissão pela via fecal-oral.
Medidas de higiene ajudam a reduzir o risco de contaminação. Lavar as mãos com água e sabão e higienizar corretamente os alimentos são cuidados importantes.
A bactéria também está relacionada a condições de saneamento e higiene. Por isso, o controle desses fatores tem importância na prevenção da infecção.
Quais sinais merecem investigação
O câncer de estômago pode apresentar poucos sinais no início. Quando surgem, eles podem se confundir com problemas digestivos comuns.
Entre os sintomas que precisam de avaliação estão perda de peso sem explicação, falta de apetite, náuseas, vômitos e dor ou desconforto na parte superior do abdômen.
Sensação de estômago cheio, cansaço frequente e sangramento digestivo também exigem atenção. Vômito com sangue ou fezes escuras podem indicar sangramento e precisam de atendimento médico.
Outros fatores aumentam o risco de câncer gástrico
A bactéria que causa câncer do estômago não é o único fator relacionado à doença. O INCA também aponta excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool e ingestão frequente de alimentos salgados ou conservados no sal.
Histórico familiar de câncer de estômago e algumas doenças pré-existentes também podem aumentar o risco. A água de poços com alta concentração de nitrato aparece entre os fatores associados.
Segundo o INCA, o câncer de estômago tem estimativa de 22.530 novos casos para cada ano do triênio 2026 a 2028. Desse total, 13.830 correspondem a homens e 8.700 a mulheres.
A investigação da H. pylori depende da avaliação médica. Exames podem ser indicados conforme os sintomas e as características de cada paciente. A identificação da infecção permite que o profissional avalie a necessidade de tratamento e acompanhamento.
