Bactéria que causa câncer do estômago pode agir em silêncio por anos e está ligada a um dos tumores mais comuns no Brasil

Entenda os sinais da infecção, os principais fatores associados e quando a avaliação médica pode ser necessária

Cancerianos devem prestar atenção ao que comem para evitar dores de estômago - Foto: Mohamed Hassan por Pixabay

A infecção também pode estar associada ao surgimento de gastrite e úlceras no estômago. Foto: Mohamed Hassan por Pixabay

Bactéria que causa câncer do estômago, a Helicobacter pylori pode permanecer no organismo por longos períodos e elevar o risco de alterações na região gástrica. A infecção merece atenção porque está entre os fatores associados ao câncer de estômago, que tem estimativa de 22.530 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028.

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Como a Helicobacter pylori afeta o estômago

A H. pylori se instala na camada que reveste o estômago. A presença prolongada da bactéria pode provocar inflamação e favorecer problemas como gastrite e úlcera.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) inclui a infecção entre os fatores que aumentam o risco de câncer gástrico. Outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

A infecção não significa que a pessoa terá câncer. O risco depende de diferentes fatores e da permanência da bactéria no organismo.

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Por que a infecção pode passar despercebida

A ausência de sintomas dificulta a identificação de alguns casos. A pessoa pode não perceber alterações no estômago durante bastante tempo.

Por isso, a avaliação médica tem papel importante quando existem fatores de risco ou sintomas persistentes. O profissional pode definir se há necessidade de investigar a presença da bactéria.

Como ocorre a transmissão da bactéria

A Helicobacter pylori pode ser transmitida por contato com saliva e pela ingestão de água ou alimentos contaminados. O INCA também relaciona a infecção à transmissão pela via fecal-oral.

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Medidas de higiene ajudam a reduzir o risco de contaminação. Lavar as mãos com água e sabão e higienizar corretamente os alimentos são cuidados importantes.

A bactéria também está relacionada a condições de saneamento e higiene. Por isso, o controle desses fatores tem importância na prevenção da infecção.

Quais sinais merecem investigação

O câncer de estômago pode apresentar poucos sinais no início. Quando surgem, eles podem se confundir com problemas digestivos comuns.

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Entre os sintomas que precisam de avaliação estão perda de peso sem explicação, falta de apetite, náuseas, vômitos e dor ou desconforto na parte superior do abdômen.

Sensação de estômago cheio, cansaço frequente e sangramento digestivo também exigem atenção. Vômito com sangue ou fezes escuras podem indicar sangramento e precisam de atendimento médico.

Outros fatores aumentam o risco de câncer gástrico

A bactéria que causa câncer do estômago não é o único fator relacionado à doença. O INCA também aponta excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool e ingestão frequente de alimentos salgados ou conservados no sal.

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Histórico familiar de câncer de estômago e algumas doenças pré-existentes também podem aumentar o risco. A água de poços com alta concentração de nitrato aparece entre os fatores associados.

Segundo o INCA, o câncer de estômago tem estimativa de 22.530 novos casos para cada ano do triênio 2026 a 2028. Desse total, 13.830 correspondem a homens e 8.700 a mulheres.

A investigação da H. pylori depende da avaliação médica. Exames podem ser indicados conforme os sintomas e as características de cada paciente. A identificação da infecção permite que o profissional avalie a necessidade de tratamento e acompanhamento.