Frente fria chega ao Brasil nesta semana com previsão de ciclone, tempestades, granizo, rajadas de vento e mudança brusca nas temperaturas

Temporais podem atingir diferentes estados, enquanto o ar gelado derruba os termômetros e muda as condições climáticas

A formação do ciclone extratropical exige maior atenção para a faixa litorânea do Sul.

A formação do ciclone extratropical exige maior atenção para a faixa litorânea do Sul. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma frente fria deve avançar pelo Brasil a partir de quinta-feira (10/9), após a intensificação de áreas de baixa pressão entre o Paraguai, a Argentina e o Sul do país. A mudança deve alterar o tempo em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com chuva, vento e queda nas temperaturas.

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Frente fria deve avançar pelo centro-sul

A previsão aponta que o sistema começa a ganhar força entre quarta-feira (9/9) e quinta. A baixa pressão deve se intensificar sobre áreas do Paraguai, norte da Argentina e Sul do Brasil.

Na sequência, a frente fria deve avançar pelo centro-sul. O deslocamento pode levar instabilidades para Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de outras áreas próximas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) já havia indicado, em previsões anteriores, a atuação de sistemas de baixa pressão associados a frentes frias no Sul e no Centro-Sul.

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Chuva e vento aumentam o risco de temporais

A combinação entre baixa pressão e a passagem do sistema deve favorecer a formação de áreas de tempestade. A previsão inclui chuva forte, granizo, raios e rajadas de vento.

Segundo a previsão meteorológica atual, algumas rajadas podem passar de 80 km/h em pontos do Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A intensidade, porém, pode variar conforme a evolução do sistema.

O Paraná merece atenção especial. A previsão indica períodos de chuva forte durante a semana, com possibilidade de acumulados elevados em diferentes regiões do estado.

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Ciclone extratropical acompanha a mudança

A frente fria deve estar associada à formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Esse sistema pode apresentar pressão atmosférica inferior a 1.000 hectopascais. Valores mais baixos indicam uma área de baixa pressão mais intensa e podem favorecer ventos mais fortes.

O termo ciclone-bomba é usado quando um ciclone apresenta intensificação muito rápida. A classificação depende da queda acelerada da pressão atmosférica em determinado período.

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Frio volta após a passagem do sistema

Além das tempestades, a frente fria deve trazer uma nova massa de ar frio ao centro-sul do país.

A previsão aponta queda das temperaturas principalmente no Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. O frio também pode alcançar o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, mas com menor intensidade.

O avanço do ar frio deve ocorrer depois da passagem da área de instabilidade. Por isso, a mudança pode envolver primeiro chuva e temporais, seguida por temperaturas mais baixas.

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A previsão ainda pode sofrer ajustes nos próximos dias. O comportamento do ciclone e o deslocamento da frente fria vão definir quais regiões terão maior impacto.

Para acompanhar novas mudanças, consulte as atualizações do INMET e os avisos meteorológicos para a sua região.