Acusado de matar policial diz que foi preso por sua cor

"Por que fizeram isso comigo? Porque o autor do crime tem a minha cor?", questionou Guilherme Mendonça, que ficou seis dias preso Da Reportagem De São Paulo

O músico e corretor de imóveis Guilherme Mendonça Teixeira de Matos, 33 anos, que ficou preso por seis dias e foi solto na noite de quarta (23), questionou o motivo da sua prisão. Segundo ele, a cor de sua pele contribuiu para o seu reconhecimento em uma foto tirada em 2009. Guilherme é negro.

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“Isso é muito injusto! Por que fizeram isso? Porque o autor do crime tem a minha cor? Aí, vai falar: ‘foi aquele cara’? O carro foi meu quantos anos atrás!”, desabafou o corretor. Ele estava preso por suspeita matar com uma arma de fogo um policial civil aposentado no dia 6 de outubro, na Cidade Dutra, na zona sul da Capital. As informações são do Bom Dia SP, da “TV Globo”.

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Além do reconhecimento de fotos por testemunhas, o pedido da prisão foi baseado na localização de um carro queimado a 1 km do local do crime. O mesmo veículo pertenceu à Guilherme cinco anos atrás

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O irmão e a namorada de Guilherme foram até a Ouvidoria das Polícias na última segunda para dizer que a prisão era injusta. No dia seguinte, a namorada depôs na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e garantiu que o namorado estava com ela no dia e horas depois do disparo.

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Com base nos testemunhos, a Defensoria Pública fez um pedido de habeas corpus, mas o Ministério Público foi contrário. O próprio delegado, então, fez o pedido de soltura e garantiu a liberdade de Guilherme.