Acesso dos imigrantes a benefícios sociais e serviços cresce no Brasil

Dados fazem parte de relatórios lançados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública; estado de SP lidera pedidos de acesso ao CadÚnico

O estado de São Paulo tem a maior concentração de cadastros no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico)

O estado de São Paulo tem a maior concentração de cadastros no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) | Divulgação/ACNUR

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou no mês de dezembro o “Relatório Anual OBMigra 2021” e “Retratos da década de 2010” sobre dados de imigração e refúgio no Brasil. As publicações foram produzidas pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) e fazem um raio-X sociodemográfico e socioeconômico dos imigrantes no país. Entre as informações levantadas está um constante crescimento do acesso dos imigrantes à saúde e aos benefícios sociais.

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O estado de São Paulo tem a maior concentração de cadastros no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com 52,9 mil imigrantes internacionais registrados em 2020. No estado há maior número de cadastros de bolivianos, com 14 mil, haitianos, com 9,4 mil e venezuelanos, com 6,6 mil.

Conforme os dados indicados pelo CadÚnico, em 2012, havia 14,8 mil imigrantes registrados e, em 2020, foram identificados 205,6 mil. Crescimento de mais de 10 vezes ao longo do período analisado.

O perfil dos imigrantes cadastrados nesse mesmo período revelou que as mulheres representam 58% se comparados aos homens, com 48% dos registros. Já com relação ao país de nascimento dessa população, em 2012, o maior número de imigrantes cadastrados no CadÚnico era de pessoas nascidas no Paraguai. Mas, nos anos seguintes, houve uma mudança nessa situação, com o aumento de registros de haitianos, que chegam a 2018 como o principal grupo registrado na base, representando quase 22% do total de imigrantes cadastrados no CadÚnico.

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Em 2018, o Brasil começou a vivenciar altos índices de solicitações de refúgio, principalmente devido à chegada de venezuelanos para o país. Essa intensificação também refletiu no aumento de cadastros desse grupo de imigrantes. Os dados mostram, ainda, que a partir de 2019 até 2020, os venezuelanos são o grupo com maior quantidade de imigrantes registrados.