Alckmin pede adiamento do leilão do metrô de BH e incomoda governo Zema

Vice-presidente eleito diz que o leilão terá impacto em toda a sociedade e que os próximos passos do processo serão tocados pelo governo eleito

Geraldo Alckmin saiu em defesa do general Tomás Paiva, comandante do Exército, que em áudio vazado diz que Lula foi indesejado

Geraldo Alckmin | Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) enviou ofício ao atual ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando o adiamento do leilão que envolve a privatização da estatal CBTU Minas e a concessão do metrô de Belo Horizonte, marcado para quinta-feira (22).

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No ofício, Alckmin, que também é coordenador da transição de Lula (PT), diz que o leilão terá impacto em toda a sociedade e que os próximos passos do processo serão tocados pelo governo eleito.

Nesse sentido, ele argumenta que a avaliação final sobre o leilão também deve ser feita pela futura gestão, “sob pena de risco da segurança jurídica e do interesse público, com potencial significativo de prejuízo para o serviço público e para os potenciais interessados”.

A solicitação colocou o governo Romeu Zema (Novo) em alerta. O projeto associa a venda da CBTU à concessão dos serviços do metrô de Belo Horizonte. Caso a alienação não aconteça, o processo terá de ser interrompido.

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Fernando Marcato, secretário estadual de Infraestrutura, diz ao Painel que Guedes não pode suspender o processo sem anuência do Governo de Minas Gerais, pois isso poderia gerar a responsabilização dele.

“É uma das três principais obra do estado e não fomos chamados em nenhum momento pela transição para discuti-la. Pelo contrário, nós procuramos a transição, que nos disse que não haveria pedido de suspensão. Esse ofício vai contrariamente ao que foi discutido”, diz Marcato.

“A gente espera que o leilão seja mantido. Se não quiserem assinar o contrato em fevereiro ou março, não assinam. Mas se o leilão não sair, o dinheiro reservado volta para o caixa. Vale lembrar que parte desse dinheiro faz parte de uma multa de compensação paga pela Ferrovia Centro-Atlântica por ter abandonado ferrovias em Minas Gerais. Se não acontecer o leilão, os valores podem nem ser aplicados em Minas Gerais”, completa.

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O argumento de Marcato é de que recursos destinados a obras do metrô se encontram alocados nos orçamentos e depositados em conta dos governos federal e estadual. Caso não aconteça o leilão, esses valores podem ser destinados a outras finalidades a partir do ano que vem.

Em ofício enviado nesta terça (20) a Alckmin, Zema e Marcato dizem se tratar de projeto destinado a requalificar e ampliar os serviços do metrô da capital mineira.

Eles afirmam que, atualmente, a CBTU presta os serviços de transporte “em regime precário, sem formalização do contrato de concessão para as regiões metropolitanas atendidas”.

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Zema e Marcato também acenam com a possibilidade de transferir de volta à CBTU até a assinatura do contrato os funcionários públicos que recentemente foram realocados.