Uma ressaca deve atingir a orla do Rio de Janeiro entre sábado (3/1) e segunda-feira (5/1), segundo o Centro de Operações Rio (COR).
O alerta da Marinha do Brasil indica que as ondas podem variar entre 2,5 e 3 metros de altura, afetando o litoral que vai de Laguna (SC) a Arraial do Cabo (RJ), incluindo as praias da capital fluminense.
O fenômeno preocupa autoridades após praias lotadas durante o calor intenso e as comemorações do Réveillon 2026.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram realizados 1.167 resgates na Zona Sul entre quarta-feira (31/12) e quinta-feira (1/1), abrangendo a orla do Leme a São Conrado, incluindo Copacabana, epicentro das festividades.
“A praia estava com bandeira vermelha, mas muitas pessoas não seguiram as orientações dos guarda-vidas e se tornaram vítimas”, afirmou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz da corporação.
Um adolescente de 14 anos está desaparecido após ser arrastado pelo mar na manhã de quarta-feira em Copacabana.
Segundo a Riotur, cerca de 2,6 milhões de pessoas passaram a virada de ano nas areias do bairro, superando o público estimado no Réveillon 2025 (2,5 milhões).
Cuidados e recomendações durante a ressaca
O COR reforça medidas de segurança para moradores e turistas:
- Evitar banho de mar e esportes aquáticos em áreas com ressaca;
- Não permanecer em mirantes ou locais próximos ao mar;
- Seguir rigorosamente as instruções do Corpo de Bombeiros;
- Pescadores devem evitar navegar durante a ressaca;
- Evitar andar de bicicleta na orla se as ondas atingirem a ciclovia;
- Em caso de acidentes, não tentar resgatar vítimas sozinho; ligar para 193;
- Ficar atento aos alertas oficiais e tomar precauções para garantir a segurança.
As autoridades alertam para atenção redobrada nos próximos dias, principalmente em praias e pontos próximos à faixa de areia, para evitar acidentes durante a ressaca prevista.
Pacífico esconde ondas gigantes
No meio do Oceano Pacífico, longe da costa e do olhar humano, sensores espaciais captaram algo fora do comum.
Satélites registraram ondas gigantes com até 35 metros de altura, um fenômeno raro que agora começa a mudar a forma como cientistas, navegantes e engenheiros avaliam riscos no mar aberto.
