A comunidade judaica de Belém repudiou os ataques verbais de um grupo de pessoas contra um rabino paraense nesta quinta-feira (13/11) na COP30, a conferência do clima das nações Unidas, que ocorre em Belém, capital do Pará. Ele foi tachado como integrante do Governo de Israel.
Segundo vídeos que circulam nas redes sociais, o rabino foi hostilizado por algumas pessoas na Zona Verde por usar indumentárias características do judaísmo. Integrantes da comunidade judaica, no entanto, afirmaram que a vítima não faz parte do governo israelense.
O ato foi criticado pelo Centro Israelita do Pará, que disse em nota que o acontecimento merece “a condenação de todos aqueles que defendem o respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos”.
“Atos de antissemitismo, marcados pela incitação ao ódio, pelas injúrias raciais, e por ameaças até mesmo à integridade física, sofridos pelo rabino, decorrentes do simples fato de transitar em área pública com sinais exteriores de seu judaísmo, merecem a condenação de todos”, afirmou a nota, assinada pelo presidente da associação, Isaac Ramiro Bentes.
“A comunidade judaica do Pará aqui reside há mais de 200 anos […] Neste momento em que o mundo volta seus olhos à Amazônia, na busca de soluções que propiciem um futuro mais justo, plural e em harmonia com a Criação do Eterno, não pode haver espaço para a intolerância e o racismo”, informa o texto.
Por sua vez, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) disse ser inaceitável o acontecimento na conferência.
“É inaceitável que um espaço concebido para a integração entre os povos seja desvirtuado por um pequeno grupo radical para práticas que incitam o ódio e a violência, comprometendo a imagem do evento global pelo qual o Brasil e o Pará tanto se esforçaram”, comentou, por nota.
A direção da COP30 não havia se pronunciado sobre o caso até o fechamento deste texto.
