Aumento da tarifa de ônibus em SP é inevitável, diz Ricardo Nunes

O prefeito prevê que em 2022 o reajuste será inevitável visto que o preço do diesel subiu consideravelmente na pandemia; decisão sai ainda em dezembro

Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) alterou os horários de 46 linhas de ônibus intermunicipais que atendem as cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra e região

Onibus EMTU | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sinalizou nesta quinta-feira (4) que um novo aumento na tarifa de ônibus é esperado na Cidade para o ano que vem.

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A afirmação se baseia no aumento dos cursos do diesel no Brasil que gera impacto direto no custo operacional dos transportes sobre rodas na Capital. Segundo o prefeito, caso os preços do combustível não voltarem ao patamar anterior à pandemia, o aumento na tarifa dos ônibus será “inevitável”.

“Se o preço do óleo diesel voltar ao patamar que estava no início do ano, a gente não vai ter aumento. Agora, a tendência é que o diesel feche o ano aumento 60%. É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”, afirmou Nunes em entrevista à Rádio Eldorado. 

“Mas a tendência é que fechemos o ano com uma alta de 60%, o que torna praticamente impossível não termos isso refletido na tarifa”, disse. A decisão oficial será anunciada em dezembro.

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O último aumento em São Paulo se deu em janeiro de 2020, quando a tarifa passou de R$ 4,30 para R$ 4,40 por decisão do então prefeito Bruno Covas (PSDB) e do governador João Doria (PSDB), que geralmente promovem o reajuste de forma simultânea para ônibus, metrô e trens. Diante do agravamento da crise econômica, o valor se manteve nos três sistemas ao longo deste ano, com exceção do vale transporte integrado.

O prefeito afirmou saber da importância de não se aumentar o preço do ônibus e responsabilizou o governo Jair Bolsonaro pela inflação. “O governo federal não conseguiu conter o aumento do diesel. Ouvimos muito discurso em relação a isso, mas na prática não aconteceu. É natural então que se leve isso ao preço da tarifa”, disse.

A outra opção seria aumentar o subsídio para manter o sistema, mas hoje esse montante já passa de R$ 3,3 bilhões por ano e, segundo o Estadão apurou, não deve ser essa a escolha do Município. No início do ano, a SPTrans – empresa municipal que opera o sistema – estimou em R$ 4,2 bilhões o valor necessário para subsidiar o sistema em 2021. Para evitar que o preço chegue a esse patamar, Nunes conta com recursos que ainda não entraram no caixa, como os R$ 200 milhões estimados com as concessões dos terminais de ônibus, e uma readequação do sistema de bilhetagem, que renderia mais de R$ 200 milhões.