Bairro de Ubatuba fica debaixo d’água após 12 horas de chuva

Volume equivale à média esperada para todo o mês de fevereiro no município

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores utilizando prancha de surfe e embarcação para atravessar ruas alagadas

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores utilizando prancha de surfe e embarcação para atravessar ruas alagadas | Reprodução/X

A cidade de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, registrou 126 milímetros de chuva em apenas 12 horas neste sábado (21/2), segundo a Defesa Civil. O volume equivale à média esperada para todo o mês de fevereiro no município.

De acordo com o órgão, o alto acumulado provocou diversos pontos de alagamento, além de aumentar o risco de enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos em áreas de encosta. Mesmo com eventual diminuição da chuva, o solo encharcado mantém o risco de novas ocorrências.

Moradores relataram que o nível de rios e cachoeiras subiu rapidamente, causando inundações inclusive em locais onde ainda não chovia. 

No bairro Sertão da Quina, entre a Praia de Maranduba e a serra, ruas ficaram submersas e, em alguns trechos, a água atingiu o topo dos portões das residências. O Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar famílias ilhadas.

Há relatos de que casas ficaram parcialmente encobertas pela água e de situações de risco envolvendo a rede elétrica. A informação de duas mortes no bairro Itaguá, próximo ao Centro, circulou entre moradores, mas até o momento não foi confirmada oficialmente pelo Corpo de Bombeiros.

Um casal de jovens também ficou ilhado na tarde de sábado (21/2) em uma cachoeira na rua Tapiá, no bairro Sertão da Quina, em Ubatuba. Após o chamado, o Corpo de Bombeiros chegou ao local por volta das 14h e encontrou um homem, de 22 anos, e uma mulher, de 21, moradores de Pirituba, na capital paulista.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores utilizando prancha de surfe e embarcação para atravessar ruas alagadas e auxiliar no resgate de pessoas.

A Defesa Civil orienta que a população permaneça em casa e só saia em caso de risco iminente, como estalos em estruturas, rachaduras em paredes ou no solo, inclinação de árvores e postes ou água barrenta descendo de encostas.

Escolas municipais foram abertas como pontos de apoio para acolher famílias que precisarem deixar suas casas, com suporte das equipes de assistência social.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o município segue em alerta moderado para deslizamentos neste domingo (22), além de risco de enxurradas, extravasamento de canais e novos alagamentos em áreas com drenagem insuficiente.