Balsas do litoral de SP terão nova operadora em novembro e 41 embarcações elétricas, além de R$ 2,5 bilhões em investimentos e mudanças nas travessias

Contrato prevê obras em 20 pontos de embarque, cobrança automática e novas medidas de controle para o transporte aquaviário paulista

Travessias entre cidades do litoral paulista apresentam tempos diferentes de espera para embarque nesta quarta.

A transição terá acompanhamento da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística durante os três primeiros meses de operação. Foto: Reprodução/Câmaras de Segurança/Sistema de Monitoramento

As balsas da Baixada Santista e do Vale do Ribeira terão uma nova operadora a partir de 9 de novembro de 2026. A mudança faz parte de uma concessão de 20 anos, que prevê investimentos na renovação da frota, na estrutura dos terminais e nos sistemas de operação das travessias.

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AcquaVias assumirá 14 linhas de travessia

A concessionária AcquaVias ficará responsável pela operação de 14 linhas de transporte aquaviário que atualmente estão sob gestão do governo de São Paulo. A mudança foi confirmada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

O contrato prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos ao longo de duas décadas. A proposta inclui mudanças na frota e nas estruturas utilizadas pelos passageiros e motoristas durante as travessias.

O sistema atende diferentes pontos do litoral paulista e do Vale do Ribeira. Entre as rotas está a ligação entre Santos e Guarujá, uma das principais travessias de veículos por balsas do estado.

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Projeto prevê 41 balsas elétricas

O plano de renovação prevê a aquisição de 45 novas embarcações. Desse total, 41 serão elétricas, enquanto as demais poderão utilizar outras tecnologias de propulsão previstas no projeto.

A substituição gradual da frota faz parte das medidas de modernização do transporte aquaviário. O uso de embarcações elétricas também está relacionado à proposta de reduzir as emissões de poluentes durante a operação.

A implantação dos novos barcos deverá integrar as mudanças previstas no contrato. O cronograma de entrada em serviço de cada embarcação dependerá da execução do projeto.

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Terminais terão obras e novos sistemas

Além da renovação das balsas, a concessão prevê a requalificação e a ampliação de 20 terminais. O projeto também inclui novas estruturas destinadas à manutenção das embarcações.

Outro ponto envolve a modernização dos serviços de cobrança. O plano prevê sistemas automáticos de pagamento e ferramentas para acompanhar a operação das travessias.

As medidas também abrangem recursos voltados ao controle operacional e à segurança. A execução dessas melhorias deverá ocorrer durante o período da concessão, conforme as etapas previstas no contrato.

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Como será a mudança de operadora

Os três primeiros meses de operação terão acompanhamento especial. Nesse período, a transição será assistida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com monitoramento da prestação do serviço.

A etapa permitirá acompanhar a mudança de gestão e verificar o funcionamento das travessias durante a adaptação ao novo modelo. A fiscalização continuará sob responsabilidade do poder público.

A AcquaVias assumirá a operação e os investimentos estabelecidos no contrato. Já o governo estadual manterá o acompanhamento do serviço por meio dos órgãos responsáveis.

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A concessão estabelece um novo modelo de gestão para as travessias por balsas na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. As mudanças previstas incluem renovação da frota, obras nos terminais e atualização dos sistemas operacionais.