Rumores de um calote bilionário anunciado pela empresa do mercado imobiliário chinês Evergrande, fizeram as bolsas de valores despencarem mundo afora nesta segunda-feira (20). Por aqui não foi diferente e o principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, fechou em forte queda, resultando na pior pontuação do ano.
Além do risco de calote anunciado pela corporação chinesa, as economias do mundo todo estão na expectativa sobre as decisões sobre juros aqui e nos EUA, que serão anunciadas na quarta-feira (22). As informações são do G1.
A B3, Bolsa de Valores de São Paulo, recuou 2,33%, a 108.844 pontos. O pior resultado até então havia sido em 26 de fevereiro, com 110.035 mil pontos.
Mercado mundial hoje e nos próximos dias
Segundo especialistas, o risco eminente de calote explica os efeitos observados nesta segunda-feira nas economias mundiais e também nos próximos dias.
A bolsa de Hong Kong, na qual a Evergrande está listada, teve queda de mais de 3,30%, e as ações da empresa tiveram queda de mais de 10%.
Wall Street também caiu nesta segunda, com os índices S&P 500 e Nasdaq sofrendo a maior baixa percentual diária desde maio. Empresas como Microsoft, Alphabet, Amazon.com, Apple e Facebook estiveram entre as maiores influências negativas nestes índices.
Na avaliação dos profissionais de economia o cenário deve atrasar ainda mais a recuperação da economia mundial, afetada pela pandemia e principalmente pelas recentes ondas de contágio provocadas pela variante Delta, que derrubou commodities como minério de ferro e petróleo.
Nos próximos dias, a Evergrande deve anunciar – ou não – o plano de recuperação da empresa, permitindo então uma melhor avaliação do impacto nos bancos financiadores e nos setores adjacentes na economia chinesa. A dívida da Evergrande já soma cerca de R$ 1,89 trilhão.
