O sonho de viajar para os Estados Unidos sem enfrentar longas filas e entrevistas consulares pode estar com os dias contados. Para milhares de brasileiros com dupla cidadania da União Europeia, o privilégio de usar o sistema ESTA corre o risco de ser suspenso.
Essa mudança é uma exigência formal dos EUA para manter o programa de isenção de visto, o Visa Waiver Program.
O governo americano agora exige que os países parceiros compartilhem dados sensíveis, como impressões digitais, fotos biométricas e antecedentes criminais detalhados.
A pressão por controle reflete um endurecimento global. Recentemente, a postura da representação diplomática americana reforçou orientações sobre os critérios de entrada no país, sinalizando que a triagem de todos os viajantes está se tornando muito mais rigorosa.
Prazos e mudanças no Visa Waiver Program
O prazo final para que os países da União Europeia se adequem a essa norma é 31 de dezembro de 2026.
Caso as negociações com Washington não avancem, o acesso ao ESTA poderá ser retirado a partir de 2027, obrigando o uso do visto tradicional, mais caro e burocrático.
Países com grandes comunidades de descendentes no Brasil, como Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e França, estão entre os que precisam assinar o acordo.
O impasse preocupa quem acompanha as frequentes alterações que limitam o processamento de documentos de viagem no mundo.
Impacto para quem possui dupla nacionalidade
Consultorias como Cidadania4U e DocMundo destacam que a facilidade de viagem é o maior atrativo do passaporte europeu.
Sem o acordo de segurança, o documento perde seu valor estratégico para o turismo americano, exigindo taxas elevadas e entrevistas presenciais.
Atualmente, o valor da taxa do ESTA é de 40 dólares, após um reajuste aplicado recentemente.
Se o acordo falhar e o benefício for suspenso, o brasileiro terá que pagar pelo visto B1/B2, que custa hoje 185 dólares, além dos custos de deslocamento para a entrevista.













