Vírus Nipah causa surto na Índia e coloca mundo em alerta para nova pandemia

Três infecções mais recentes ocorreram entre médicos e enfermeiros que atuavam em um hospital particular

De acordo com a imprensa local, quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena

De acordo com a imprensa local, quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena | Freepik

Um surto do vírus Nipah colocou autoridades de saúde da Índia em estado de atenção nas últimas semanas. Pelo menos cinco casos foram confirmados no estado de Bengala Ocidental, incluindo infecções em profissionais de saúde, o que levantou preocupações sobre a transmissão em ambiente hospitalar.

De acordo com a imprensa local, quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena. Os pacientes seguem internados em hospitais de Calcutá, capital do estado, e ao menos um deles permanece em estado crítico.

As três infecções mais recentes ocorreram entre médicos e enfermeiros que atuavam em um hospital particular na cidade de Barasat, na região metropolitana de Calcutá. Duas enfermeiras já haviam testado positivo no início de janeiro, reforçando a suspeita de contaminação dentro da própria unidade de saúde.

Após a pandemia Covid-19, o Brasil subiu cinco posições no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado no ano passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Vírus Nipah

Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus Nipah é um patógeno zoonótico, transmitido de animais para humanos. O principal reservatório natural são morcegos-frugívoros do gênero Pteropus.

A transmissão pode ocorrer por contato direto com secreções de animais infectados, consumo de alimentos contaminados ou de pessoa para pessoa, especialmente em ambientes hospitalares.

Os sintomas iniciais surgem entre quatro e 14 dias após a infecção e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e náuseas.

Em casos graves, a doença pode evoluir para encefalite, com confusão mental, convulsões, insuficiência respiratória e risco de morte. A taxa de letalidade varia conforme o surto, podendo chegar a mais de 70%.

Até o momento, não há vacina nem tratamento específico aprovado contra o vírus. O atendimento médico é baseado em cuidados de suporte.

Por conta do alto risco, o Nipah integra a lista de patógenos prioritários da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a situação e incentiva pesquisas para o desenvolvimento de vacinas e terapias.

Autoridades de saúde reforçam medidas de prevenção, como evitar contato com animais silvestres, não consumir alimentos potencialmente contaminados, manter higiene rigorosa das mãos e utilizar equipamentos de proteção em ambientes hospitalares.

A vigilância epidemiológica e a identificação precoce de casos são consideradas essenciais para evitar a disseminação do vírus.