Celular roubado em São Paulo pode voltar a circular depois do crime e chegar às mãos de quem comprou o aparelho sem conhecer sua origem. Na capital paulista, o programa SP Mobile cruza registros policiais com dados de operadoras para localizar esses dispositivos.
Celular roubado em SP pode ser identificado pelo IMEI
O IMEI é um código único de identificação do telefone. A sequência possui 15 números e funciona como uma identificação do aparelho nas redes móveis.
O código pode ser encontrado na caixa ou na nota fiscal. Também aparece ao digitar *#06# no aparelho. Celulares com dois chips possuem mais de um IMEI. Nesse caso, todos os códigos devem ser consultados.
Diferença entre aparelho regular e restrito
A Anatel permite consultar se o IMEI possui alguma restrição. O resultado pode indicar impedimento relacionado a roubo, furto ou extravio. Também pode apontar outras irregularidades no equipamento.
O Ministério da Justiça mantém uma consulta pública baseada no Cadastro Nacional de Celulares com Restrição. A ferramenta reúne informações do Celular Seguro, da Anatel e de boletins de ocorrência.
Como verificar sinais de irregularidade antes da compra
A Anatel recomenda conferir se o IMEI mostrado na tela é igual ao número informado na caixa. A diferença entre os códigos pode indicar adulteração do aparelho.
O consumidor também deve verificar a presença do selo ou número de homologação da Anatel. A agência recomenda comprar celulares de lojas, fornecedores e fabricantes confiáveis.
A nota fiscal também deve ser guardada. O documento ajuda a comprovar a origem da compra caso apareça algum problema posteriormente.
Recebi intimação do SP Mobile: o que fazer?
Quem recebe uma comunicação oficial do SP Mobile deve comparecer à Polícia Civil dentro do prazo informado. A pessoa precisa levar documento com foto e o aparelho citado na notificação.
Também é recomendado levar nota fiscal, comprovante de pagamento, anúncio ou mensagens relacionadas à compra. Esses registros ajudam a polícia a verificar como o telefone chegou ao atual usuário.
A notificação não significa, por si só, que existe um mandado de prisão. Segundo a SSP, a finalidade inicial é esclarecer a origem do aparelho e analisar as circunstâncias da posse.
O aparelho pode ser apreendido?
A SSP informa que a apreensão ocorre quando existe confirmação de vínculo do IMEI com uma restrição. A análise depende da autoridade policial responsável pelo atendimento.
Quem não estiver mais com o telefone também deve informar à polícia quando e como ocorreu a venda ou transferência. Essa informação permite que a apuração continue.
Como saber se a mensagem da polícia é verdadeira
As comunicações oficiais do SP Mobile possuem identificação institucional. No WhatsApp, a SSP utiliza um perfil com selo de verificação.
A Polícia não solicita Pix, boleto, senhas, dados bancários ou códigos recebidos por SMS. Também não pede senhas de contas, redes sociais, iCloud ou Google.
Em caso de dúvida, a pessoa pode procurar uma Delegacia de Polícia para confirmar a comunicação. O canal oficial do programa também disponibiliza atendimento pelo e-mail [email protected].
Por isso, quem pretende comprar um aparelho usado deve consultar o IMEI antes de fechar negócio. Já quem recebeu uma intimação deve seguir o prazo indicado e apresentar os documentos disponíveis sobre a aquisição.
