Drogômetro amplia fiscalização da Lei Seca e pode identificar 12 substâncias

Saiba como funciona o exame preliminar, quais compostos entram no painel e o que pode acontecer após um resultado positivo

O equipamento utiliza amostra de saliva para verificar a presença de substâncias psicoativas durante a fiscalização

O equipamento utiliza amostra de saliva para verificar a presença de substâncias psicoativas durante a fiscalização. Foto: Divulgação/Governo Federal

A lei seca ganhou novas regras de fiscalização em agosto de 2026, após decisão do Contran sobre o uso de testes para identificar substâncias psicoativas. A medida vale para abordagens de trânsito em todo o país e amplia os recursos disponíveis para verificar possíveis riscos na condução.

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Quais substâncias o drogômetro pode detectar

O equipamento certificado para análise de fluido oral, ou saliva, possui um painel específico de substâncias. A relação inclui drogas ilícitas, medicamentos e compostos sintéticos.

Segundo informações técnicas citadas no material do Inmetro, o dispositivo contempla 12 substâncias ou grupos de substâncias:

  • Anfetamina;
  • Cocaína;
  • MDMA, conhecido como ecstasy;
  • 6-MAM, relacionado à heroína;
  • LSD;
  • Delta-9-THC, principal componente psicoativo da cannabis;
  • Fentanil;
  • Cetamina;
  • K2, formada por canabinoides sintéticos;
  • Morfina;
  • Metanfetamina;
  • MDPV.

A própria Anvisa mantém uma relação oficial de substâncias sujeitas a controle especial no Brasil. A lista recebe atualizações periódicas conforme novas regras sanitárias são publicadas.

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Teste identifica presença, não quantidade

O drogômetro funciona como uma ferramenta de triagem. Por isso, o resultado indica a presença de determinada substância pesquisada, mas não informa a quantidade encontrada.

Essa diferença é importante porque o teste tem função distinta de exames laboratoriais mais detalhados. A legislação de trânsito já prevê procedimentos específicos para comprovar alterações relacionadas ao uso de substâncias psicoativas.

Como funciona a fiscalização da lei seca

O teste com saliva permite uma avaliação preliminar durante a abordagem. Caso exista indicação de uma substância, outros procedimentos podem ser necessários conforme as circunstâncias e as regras aplicáveis.

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A regulamentação também diferencia a simples detecção de uma substância da comprovação de alteração da capacidade psicomotora. A norma do Contran prevê diferentes meios de confirmação, incluindo exames especializados e avaliação de sinais apresentados pelo condutor.

Cannabis medicinal exige atenção

O THC aparece no painel do equipamento. Já o canabidiol, conhecido como CBD, não deve ser tratado como sinônimo de THC.

Produtos de cannabis para uso medicinal podem apresentar diferentes formulações. Por isso, é necessário verificar a composição de cada produto antes de avaliar uma possível detecção.

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A Anvisa atualizou em 2026 as regras relacionadas aos produtos de cannabis para uso medicinal. A agência também publicou orientações sobre o marco regulatório vigente.

O que muda para quem dirige

A atualização da lei seca amplia a possibilidade de fiscalização de outras substâncias além do álcool. Porém, o resultado de um teste preliminar não deve ser interpretado isoladamente.

A confirmação pode exigir procedimentos adicionais, conforme o caso e a regulamentação. O próprio histórico do Contran já estabelece critérios para exames relacionados ao consumo de substâncias psicoativas.

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Assim, a lista do drogômetro mostra quais compostos podem ser pesquisados pelo equipamento. A aplicação da fiscalização depende das regras oficiais, dos procedimentos adotados pelos agentes e dos elementos registrados em cada abordagem.