Corrida pela fusão nuclear: China aprova ímãs de ‘sol artificial’ e planeja gerar energia limpa até 2030

Novos supercondutores nacionais criam campos magnéticos capazes de suspender o plasma a 100 milhões de graus Celsius

A China concluiu no fim do último mês de junho os testes de aceitação técnica e de desempenho de um “sol artificial”Foto: Divulgação/Banco de imagens

A China concluiu no fim do último mês de junho os testes de aceitação técnica e de desempenho de um “sol artificial” Foto: Divulgação/Banco de imagens

A China concluiu, no fim do último mês de junho, os testes de aceitação técnica e de desempenho de um “sol artificial”. Os dois ímãs supercondutores foram testados em condições reais de operação e a expectativa é que o equipamento produza a 1ª geração de eletricidade a partir da fusão nuclear por volta de 2030.

Continua após a publicidade

Entre outros componentes testados, até a bobina solenoide central supercondutora de alta temperatura. A peça é fundamental no dispositivo essencial compacto de fusão nuclear.

Os ímãs aprovados foram desenvolvidos na própria China. O custo atual dos supercondutores é de aproximadamente 100 yuans por metro, o equivalente a R$ 76,09.

Já as bobinas superaram as versões anteriores em peso, tamanho e capacidade de armazenamento de energia. A pesagem é de 580 toneladas, o que ampliou a geração de energia criada pelas 350 toneladas anteriores.

Continua após a publicidade

Entenda como é possível reproduzir um ‘sol artificial’

A reprodução de um “sol artificial” exige que o combustível seja aquecido a temperaturas superiores a 100 milhões de graus Celsius. Entretanto, nenhum material é capaz de suportar este nível de calor por longos períodos.

Por causa disso, cientistas trabalham com campos magnéticos intensos para manter o plasma suspenso. Desta forma, o material evita entrar em contato com as paredes do reator, o que evita a interrupção da reação de fusão.

De acordo com os pesquisadores, a energia obtida da fusão equivale a aproximadamente 300 litros de gasolina, com geração mínima de resíduos nucleares de alta radioatividade e sem emissões de carbono.

Continua após a publicidade

O processo controlado utiliza deutério, um isótopo de hidrogênio extraído da água do mar, utilizado como combustível. A previsão é que os oceanos contenham cerca de 45 trilhões de toneladas de deutério.

O volume é considerado suficiente para abastecer a demanda energética da humanidade por bilhões de anos. As previsões utilizam como padrão os níveis atuais de consumo.

China cria chuvas artificiais que servem como ‘ar-condicionado ao ar livre’ 

Um sistema de resfriamento instalado em edifícios na China chamou a atenção de milhões de pessoas nas redes sociais. À primeira vista, os prédios parecem estar envoltos por fumaça, mas o efeito tem outra explicação e pode ajudar a aliviar o calor extremo.

Continua após a publicidade

As imagens viralizaram depois de serem divulgadas nas redes sociais da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning. O vídeo despertou curiosidade porque mostra uma solução diferente das usadas em aparelhos de ar-condicionado tradicionais.

Segundo especialistas e autoridades locais, a tecnologia consegue reduzir a temperatura da superfície entre 5°C e 8°C em poucos minutos, dependendo das condições climáticas.