Um novo BRT elétrico de 18,9 quilômetros está previsto para ligar municípios da Grande São Paulo e ampliar a integração com a rede de transporte de média e alta capacidade da região.
O projeto do BRT Itapecerica–Taboão da Serra aparece na carteira de projetos do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades.
A proposta prevê 27 estações, um terminal de integração e operação em superfície, atendendo Itapecerica da Serra, Embu das Artes, Taboão da Serra e São Paulo.
O estudo estima 71.157 embarques por dia útil até 2054 e aponta investimento de aproximadamente R$ 1,048 bilhão no ciclo inicial, considerando infraestrutura e frota.
BRT terá 27 estações e terminal
O projeto prevê a implantação de 27 estações ao longo dos 18,9 quilômetros do corredor. Também está previsto o Terminal Taboão da Serra, que funcionará como ponto de integração do sistema.
A implantação será feita em superfície, com estrutura destinada à circulação dos ônibus de média capacidade.
Segundo o ENMU, os veículos considerados para o projeto são ônibus de grande porte, com 18 a 21 metros de comprimento e capacidade aproximada para 135 passageiros.
Projeto prevê ônibus elétricos
O BRT Itapecerica–Taboão da Serra foi classificado pelo estudo do BNDES como um BRT elétrico.
A proposta faz parte de uma carteira de projetos de transporte público de média e alta capacidade elaborada pelo ENMU para diferentes regiões metropolitanas do país.
No caso da Grande São Paulo, o estudo considera o corredor como parte de uma rede mais ampla de transporte, com integração entre diferentes sistemas.
BRT poderá se conectar ao metrô e aos trens
Um dos principais pontos do projeto é a possibilidade de integração com outros eixos de transporte da região.
Segundo o estudo, o corredor está relacionado ao Sistema Viário de Interesse Metropolitano (SIVIM) e poderá se integrar a projetos como a futura ampliação da linha 4-Amarela do Metrô, além das futuras linhas 24-Quartzo e 25-Topázio.
A integração com a linha 4-Amarela ganha importância porque a extensão da linha entre Vila Sônia e Taboão da Serra está atualmente em implantação.
A proposta é que o BRT funcione como um eixo de transporte de média capacidade conectado a sistemas metroferroviários de maior capacidade.
Mais de 71 mil embarques por dia
O ENMU estima que o BRT poderá registrar 71.157 embarques por dia útil até 2054. O estudo também aponta 233.931 moradores na área de influência do projeto, considerando a população residente em um raio de até 1 quilômetro das estações.
A estimativa de demanda é utilizada pelo estudo para dimensionar a necessidade futura de transporte público na região.
Rede de ônibus reorganizada
A implantação do BRT também poderá provocar mudanças na rede de ônibus intermunicipais que atende a região.
Segundo o ENMU, está prevista uma racionalização de até 60 linhas intermunicipais à medida que o novo corredor passe a absorver parte dos deslocamentos atualmente realizados por outros serviços.
A reorganização faz parte do planejamento da rede e não significa que todas essas linhas serão necessariamente extintas.
Investimento passa de R$ 1 bilhão
O projeto aparece no ENMU com R$ 1,048 bilhão de investimento estimado no ciclo inicial, considerando infraestrutura e frota.
O valor é uma estimativa de planejamento, calculada no chamado Cenário Padrão do estudo e em valores nominais de setembro de 2025.
Em outra referência do material, o investimento inicial apenas em infraestrutura aparece em aproximadamente R$ 826 milhões. A diferença ocorre porque a listagem geral do ENMU considera conjuntamente infraestrutura e frota.
Projeto em planejamento
Apesar dos números previstos para extensão, estações, demanda e investimento, o BRT ainda não tem uma data definida para começar a operar. A inclusão do corredor no ENMU não representa, por si só, a contratação ou o início das obras.
O estudo do BNDES reúne projetos considerados necessários para a expansão da mobilidade urbana até 2054 e pode servir como base para futuras decisões de investimento, concessões e parcerias.
Por isso, não há atualmente uma data de entrega do BRT Itapecerica–Taboão da Serra definida nos materiais públicos do ENMU.
