Cidade do ABC Paulista tem segunda morte suspeita por intoxicação com metanol

Seis casos já tiveram a intoxicação confirmada, e outros 10 estão sob investigação

Ao todo, são quatro mortes em São Bernardo do Campo e seis no Estado

Até o momento, as suspeitas são de que somente vodkas, whisky e gins foram adulterados | Wirestock/Freepik

A prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, confirmou, nesta segunda-feira (29/9) mais uma morte suspeita por intoxicação com metanol em bebida alcoólica adulterada. Está é a segunda morte no município e a terceira no Estado.

Seis casos já tiveram a intoxicação confirmada, e outros 10 estão sob investigação, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Até o momento, as suspeitas são de que somente vodcas, uísques e gins foram adulterados.

Vítimas em São Paulo

Uma das vítimas é um homem de 54 anos, da região da Mooca/Aricanduva, que apresentou sintomas de intoxicação em 9 de setembro e morreu seis dias depois. A outra vítima é de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Outras três pessoas permanecem internadas na capital paulista, enquanto novos casos foram notificados em municípios do interior como Limeira e Bragança Paulista.

Na capital paulista, a Polícia Civil investiga a intoxicação de quatro jovens, sendo dois homens e duas mulheres, com idades entre 23 e 27 anos, que consumiram duas garrafas de gin no início do mês e foram hospitalizados.

O que é metanol?

Também chamado de álcool metílico, o metanol é um biocombustível altamente inflamável. Suas propriedades químicas são semelhantes ao etanol, mas com um nível mais elevado de toxidade.

Utilizada como solvente em indústrias químicas, a substância também é aplicada para a fabricação de plásticos e para a produção de biodiesel e combustível.

No corpo humano, se transforma em substâncias tóxicas que atacam fígado, rins, cérebro e nervo óptico, podendo causar cegueira, convulsões e morte.

Alerta

Segundo o Governo, a adulteração de bebidas aumenta a gravidade da situação, já que, do ponto de vista de saúde pública, pode causar surtos epidêmicos com casos severos e alta taxa de letalidade.

A pasta alerta ainda para que a população compre somente bebidas de fabricantes legalizados e que possuam rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa para prevenir casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.