No último sábado, o governador de Santa Catarina, Moisés Mendes (PSL), anunciou a liberação do comércio de rua no estado. Após o anúncio, diversas cidades catarinenses reabriram os comércios, porém Florianópolis decidiu manter a quarentena. O estado de Santa Catarina tinha até esta terça-feira (14), 826 casos do novo coronavírus confirmados e 26 mortes provocadas pela doença.
A cidade de Florianópolis tem sido uma das cidades com medidas mais duras para evitar a proliferação do novo coronavírus. O prefeito Gean Loureiro (DEM) já anunciou testes em massa, distribuição de voucher para compra de alimento para alunos da rede municipal e até financiamento com juro zero para microempreendedores -a prefeitura arca com os juros nessa modalidade.
Entre as cidades que reabriram as portas do comércio está Chapecó, no oeste catarinense, a 405 km de Florianópolis. A cidade não emitiu portaria própria, apenas seguiu a orientação estadual, afirmou a prefeitura. Pedestres circularam nas ruas centrais de Chapecó e algumas pessoas optaram por sair usando máscaras como maneira de evitar o contágio da Covid-19.
Em Joinville, no norte do estado, a 147 km da capital, a prefeitura determinou que o uso de máscaras é obrigatório para acessar o comércio, que reabriu seguindo a portaria estadual. Com as escolas fechadas, Joinville tem transmitindo conteúdo escolar na programação de rádio local.
Em Blumenau, no Vale do Itajaí, a 91km de Porto Alegre, o comércio também abriu as portas. O Sindilojas Blumenau (Sindicato do Comércio Varejista) recomendou aos empresários que os comércios funcionem em horário estendido, das 9h às 20h. Segundo a entidade, o horário ampliado tem como objetivo evitar aglomerações.
“Praticando o horário estendido, mostraremos que estamos atentos ao quadro geral e conscientes da necessidade de equilibrar a atenção à saúde coletiva com a retoma de nossas atividades”, disse em nota o presidente do Sindilojas Blumenau, Emílio Rossmark Schramm.
Segundo a portaria do governo estadual, o comércio de rua pode reabrir desde que não seja permitida a prova de roupas, calçados e acessórios. Funcionários precisam usar máscaras e os clientes devem se restringir à 50% da capacidade interna.
