Cometa Halley deixa rastro que poderá iluminar o céu do Brasil nesta semana com chuva de meteoros que promete espetáculo astronômico

Chuva de meteoros Oriônidas atinge o pico entre 21 e 22 de outubro, com possibilidade de até 20 meteoros por hora em condições ideais; brilho da Lua pode dificultar a observaçã

Chuva de meteoros

Luminosidade do céu e condições meteorológicas podem reduzir a quantidade de riscos luminosos percebidos a olho nu/Nate Biddle/Pexels

O cometa Halley ainda levará décadas para voltar a cruzar os céus próximos à Terra, mas seus vestígios continuam proporcionando um espetáculo astronômico. Nesta semana, pequenas partículas deixadas pelo famoso corpo celeste poderão produzir riscos luminosos no céu brasileiro durante a chuva de meteoros Oriônidas.

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O fenômeno atinge seu pico na noite de quarta-feira (21/10) para a madrugada de quinta-feira (22/10). Segundo a NASA, a chuva pode apresentar entre 10 e 20 meteoros por hora em condições ideais de observação.

Entretanto, a luminosidade do céu e as condições meteorológicas podem reduzir a quantidade de riscos luminosos percebidos a olho nu.

O que o cometa Halley tem a ver com a chuva de meteoros?

A relação entre os dois fenômenos começa com as passagens do cometa pelo Sistema Solar. Ao se aproximar do Sol, o Halley libera partículas de poeira e outros fragmentos que permanecem espalhados ao longo de sua trajetória.

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Todos os anos, a Terra atravessa uma região desse material. Ao entrar na atmosfera terrestre em alta velocidade, os pequenos fragmentos aquecem e produzem rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.

Na realidade, esses riscos são meteoros, e não estrelas caindo do céu. As partículas responsáveis pelas Oriônidas chegam à atmosfera a aproximadamente 66 quilômetros por segundo, o equivalente a quase 238 mil quilômetros por hora.

O cometa Halley, por sua vez, tem um período orbital de aproximadamente 76 anos. Sua última passagem pelo Sol aconteceu em 1986, e o próximo retorno está previsto para 2061.

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Quando será possível observar as Oriônidas no Brasil?

Embora o pico esteja previsto para a noite de 21 de outubro, a madrugada seguinte será uma oportunidade para quem quiser acompanhar o fenômeno.

A recomendação é procurar um local escuro, com pouca iluminação artificial e uma visão ampla do céu. Quanto menos luz houver ao redor, maiores serão as chances de perceber os meteoros mais fracos.

Não é necessário utilizar telescópio ou binóculos. A observação a olho nu permite acompanhar os rastros luminosos que atravessam diferentes regiões do céu.

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Também é importante ter paciência. Reserve cerca de 30 minutos para que os olhos se adaptem à escuridão e evite olhar para telas brilhantes durante a observação.

Lua pode atrapalhar o espetáculo

Apesar da expectativa, as condições deste ano apresentam um obstáculo: o brilho da Lua. Na semana do pico, o satélite natural estará bastante iluminado, o que pode ofuscar os meteoros menos brilhantes.

Por isso, uma das melhores estratégias é observar depois que a Lua se puser e antes do amanhecer. O horário exato depende da localização do observador, e a presença de nuvens também pode comprometer a experiência.

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As Oriônidas recebem esse nome porque os meteoros parecem surgir de uma região próxima à constelação de Órion, onde estão as famosas Três Marias. Isso não significa, porém, que seja necessário olhar apenas para essa área: os rastros podem aparecer em diferentes partes do céu.

Até quando a chuva de meteoros poderá ser vista?

Mesmo depois do pico, ainda será possível observar as Oriônidas. A atividade da chuva se estende de 2 de outubro a 7 de novembro de 2026, segundo o calendário da NASA.

A intensidade, entretanto, varia ao longo desse período, e a noite de maior atividade concentra as melhores expectativas para quem deseja acompanhar o fenômeno.

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Enquanto o retorno do cometa Halley permanece distante, suas partículas continuam cruzando o caminho da Terra e oferecendo uma oportunidade de observar, daqui, os vestígios de um dos cometas mais conhecidos da história.