Delação revela que Ultrafarma sonegava 60% de suas vendas

Manoel Conde Neto, antigo dono da Farma Conde, delatou esquema ao Ministério Público de São Paulo

Dono da Ultrafarma pode usar tornozeleira após pedido do Ministério Público

Denúncia ocasionou em um acordo entre Sidney Oliveira e a Justiça | Reprodução/Redes sociais

O antigo dono da rede de farmácias Farma Conde, Manoel Conde Neto, revelou em delação ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que a Ultrafarma sonegava “60% do que vendia”.

A informação foi divulgada neste domingo (17/8) em reportagem do Fantástico, da TV Globo, e diz respeito ao acordo firmado por Manoel em 2017, quando foi revelado um esquema de sonegação em sua rede de farmácias.

“Até o ano passado, ela [a Ultrafarma] vendia o produto num preço que é inexplicável. E é inexplicável o Fisco não ir lá fechá-la também. Porque nós, mesmo sonegando, e eu sonegava 10% do que vendia. Eles sonegavam 60% do que vendiam e estava na cara que a sonegação lá era e é até hoje muito grande”, disse Manoel Conde Neto.

A denúncia resultou em um acordo entre Sidney Oliveira e a Justiça, levando o dono da Ultrafarma a pagar R$ 32 milhões para não ser processado por fraude fiscal.

Caso Ultrafarma

O dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi solto na última sexta-feira (15/8) por decisão da Justiça de São Paulo, mas este caso não tem relação com a sonegação fiscal mencionada na delação.

Para a concessão da liberdade, o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello determinou, entre as medidas cautelares, o uso de tornozeleira eletrônica e o pagamento de fiança de R$ 25 milhões.

Sidney foi preso na última terça-feira (12/8) em uma operação do MP-SP para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda.