Dia da Prevenção do AVC: Conheça causas e sintomas para ficar em alerta

Gazeta entrevistou a médica cardiologista Claudia Parente que esclareceu dúvidas sobre o Acidente Vascular Cerebral

Estudo da Organização Mundial do AVC alerta que as mortes ocasionadas pela condição poderão ultrapassar 9,7 milhões em 2050

Estudo da Organização Mundial do AVC alerta que as mortes ocasionadas pela condição poderão ultrapassar 9,7 milhões em 2050 | Stefamerpik/ Freepik

O Dia da Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorreu no dia 29 de outubro e um estudo da Organização Mundial do AVC alerta que as mortes ocasionadas pela condição poderão ultrapassar 9,7 milhões em 2050. A pesquisa comparou dados do ano de 2020, que contabilizou 6,6 milhões de mortes pelo quadro clínico.

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A entidade afirma que caso não haja melhorias nas ações de monitoramento e prevenção, as mortes poderão ter um aumento em 50% até 2050.  A Gazeta conversou com a cardiologista Claudia Parente que revelou as causas e sintomas, além de desmistificar mitos do AVC. Confira abaixo:

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Quais são os principais fatores de risco para o AVC e como as pessoas podem reduzir esses riscos no dia a dia?

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Segundo a cardiologista, os fatores que mais levam ao risco de AVC, também conhecido como “derrame”, são: hipertensão arterial, diabetes melitus, dislipidemia, uso de álcool e tabagismo e sedentarismo. Além disso, algumas doenças elevam o risco de AVC, como arritmias e algumas cardiopatias, como insuficiência cardíaca e doenças valvares,

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Quais são os sinais de alerta comuns de um AVC, e como as pessoas devem reagir se suspeitarem que alguém esteja tendo um AVC?

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Claudia Parente apontou que os principais sintomas podem ser sinais de AVC. São eles: 

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  • Perda de força de um lado do corpo;
  • Desvio da boca para um lado;
  • Dores de cabeça;
  • Engasgo ou dificuldade de falar;
  • Falta de equilíbrio;
  • Confusão mental e;
  • Agitação.

Nestes casos a médica aconselhou que a pessoa vá com urgência ao serviço de saúde mais próximo.  

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Para as pessoas que já tiveram um AVC, qual é a importância da reabilitação e do apoio contínuo na sua recuperação?

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“O tempo entre o início dos sintomas e o início do tratamento específico é crucial para reverter os danos ou sequelas que o paciente pode vir a ter”, ressaltou a cardiologista.

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Os exames mais específicos segundo a médica são: tomografia computadorizada de crânio e ressonância magnética de crânio. Além disso, exames adicionais como Ecocardiograma e Ultrassom com doppler de carótidas também são utilizados para auxiliar no diagnóstico e tratamento dos pacientes.

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“Durante a internação e no período após a alta hospitalar, o paciente precisará de um acompanhamento multiprofissional, com nutricionista, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. A reabilitação é essencial para a recuperação”, pontuou a especialista.

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O AVC pode afetar pessoas de todas as idades, ou apenas em uma faixa etária?

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As doenças cardiovasculares acometem mais idosos, porém este número vem aumentando nos jovens e nas mulheres também”, explicou Claudia Parente. “Ao menor dos sintomas, procure ajuda, ligue para um familiar, chame o vizinho, ligue para o Samu [192]. A doença AVC pode deixar sequelas limitantes”, completou a especialista.

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A médica também alertou de que é importante que as pessoas controlem os fatores de risco por meio da pressão arterial controlada, glicemia regulada, não façam uso de álcool ou cigarro e pratiquem atividades físicas.

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*Assistente de Redação, sob supervisão de Bruno Hoffmann.