Em 2026, o céu promete um espetáculo especial para quem gosta de astronomia ou simplesmente aprecia observar fenômenos naturais. O calendário astronômico do ano reúne eclipses, uma superlua e diversas chuvas de meteoros que poderão ser vistas em diferentes regiões do Brasil, ao longo dos próximos meses.
Alguns eventos serão visíveis a olho nu, enquanto outros exigem apenas boas condições de observação, como céu limpo e pouca iluminação artificial, para garantir uma experiência ainda mais marcante.
Eclipses e superlua marcam o ano
O primeiro fenômeno do tipo em 2026 será um eclipse lunar parcial, em 17 de fevereiro, que não poderá ser observado do Brasil. Já em 3 de março, um eclipse lunar total, conhecido como “Lua de Sangue”, será visível em estados como Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Mato Grosso.
Nessa ocasião, não é necessário equipamento específico, embora binóculos e telescópios ajudem a acompanhar os detalhes.
Outros dois eclipses completam o calendário: um eclipse solar total em 12 de agosto, sem visibilidade no território brasileiro, e um eclipse lunar parcial entre os dias 27 e 28 de agosto, que poderá ser visto em todo o país.
Em 2027, o dia se tornará noite com eclipse solar total mais longo do século.
Outro destaque do ano será a única superlua de 2026, prevista para 24 de dezembro, na véspera de Natal. O fenômeno ocorre quando a lua cheia coincide com o perigeu, ponto em que o satélite natural está mais próximo da Terra, fazendo com que ela pareça maior e mais brilhante no céu.
Chuvas de meteoros prometem espetáculo visual
As chuvas de meteoros também devem chamar a atenção ao longo do ano. Segundo dados do Observatório Nacional e do Observatório de Greenwich, algumas das principais ocorrências já têm datas definidas.
As Líridas ocorrem entre 16 e 25 de abril, com pico no dia 22. Logo depois vêm as Eta Aquáridas, associadas aos fragmentos do cometa Halley, que poderão ser vistas de 19 de abril a 28 de maio, com maior intensidade em 6 de maio.
No segundo semestre, destacam-se as Perseidas, entre 17 de julho e 24 de agosto, com pico em 13 de agosto; as Oriônidas, de 2 de outubro a 7 de novembro, com melhor visualização em 21 de outubro; e as Tauridas, que se estendem de setembro a novembro. Fechando o ano, as Geminídeas acontecem de 4 a 20 de dezembro, com pico no dia 14.
Com planejamento e atenção às datas, 2026 promete ser um ano especial para quem gosta de olhar para o céu e acompanhar de perto os fenômenos astronômicos.
