Em bate-boca no STF, Gilmar Mendes questiona ‘quem é o vazador-geral da República’ e vê conduta ‘política-eleitoral’; Mendonça reage: ‘leviano’

Discussões começaram com Flávio Dino e Edson Fachin e terminaram em confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça durante a sessão

Ministros do STF durante sessão que analisa caso envolvendo Alexandre de Moraes e Banco Master

Sessão do STF tem bate-boca entre ministros durante caso Moraes e Banco Master - Fellipe Sampaio/STF

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15/9), que analisa o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, foi marcada por uma sequência de discussões entre integrantes da Corte.

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Os primeiros atritos ocorreram durante a condução dos trabalhos pelo presidente do STF, Edson Fachin, e depois avançaram para um confronto direto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.

A sessão analisa as informações reunidas em um relatório da Polícia Federal e a possibilidade de abertura de investigação relacionada a Moraes.

O caso envolve mensagens atribuídas a Vorcaro, além de questionamentos sobre a atuação de Mendonça na condução e divulgação de informações do processo. Acompanhe o julgamento ao vivo.

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Dino e Fachin discutem sobre pedido de palavra

O primeiro atrito ocorreu quando Flávio Dino pediu a palavra durante a manifestação de Dias Toffoli.

Fachin interrompeu Dino e afirmou que, de acordo com o regimento interno, o ministro deveria solicitar a palavra ao presidente da Corte.

Dino respondeu que seguiria o regimento, mas argumentou que a prática do plenário permitia que um ministro concedesse apartes a outro durante sua manifestação.

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A discussão continuou até Fachin conceder a palavra a Dino.

Em seguida, Dino criticou a condução de questões relacionadas ao caso e mencionou a situação envolvendo Kássio Nunes Marques, que havia declarado impedimento para participar da análise.

Fachin voltou a intervir e afirmou que a discussão sobre equilíbrio também deveria considerar o cumprimento das regras do tribunal.

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A troca entre os dois ministros foi registrada durante a própria sessão e também repercutiu na cobertura em tempo real do julgamento.

Nunes Marques deixa julgamento

Durante a sessão, Kássio Nunes Marques declarou-se impedido de participar da análise. O ministro deixou o plenário antes do prosseguimento da discussão.

Dias Toffoli também anunciou que não participaria da votação, após declarar suspeição no caso. Com isso, os dois ministros ficaram fora da análise.

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Gilmar entra na discussão

Na sequência dos questionamentos sobre o funcionamento do plenário, Gilmar Mendes entrou na discussão.

O decano do STF defendeu a possibilidade de um ministro conceder a palavra a outro durante sua manifestação, em contraponto à interpretação apresentada por Fachin sobre o regimento.

Gilmar também fez críticas a André Mendonça durante a sessão, em meio à discussão sobre a divulgação de informações e documentos relacionados ao caso.

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Durante o embate, Gilmar questionou quem seria o “vazador-geral da República”. Mendonça reagiu: “leviano”.

Moraes e Mendonça batem boca

O momento mais acalorado da sessão ocorreu durante a manifestação de Alexandre de Moraes.

O ministro passou a questionar diretamente a atuação de André Mendonça na investigação e afirmou que há relação entre diferentes procedimentos que envolvem o caso.

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Moraes também questionou quem teria acionado a Polícia Federal e pediu explicações sobre a atuação de agentes públicos em relação às investigações.

Em determinado momento, repetiu a pergunta:

“Quem tem medo da Polícia Federal?”

Moraes afirmou ainda que possui testemunhas que poderiam esclarecer os fatos e citou policiais e advogados.

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Mendonça interrompe diversas vezes com “mentira”

Durante a manifestação de Moraes, André Mendonça interrompeu diversas vezes o colega para contestar as acusações.

Em diferentes momentos, Mendonça repetiu a palavra “mentira” enquanto Moraes apresentava suas afirmações.

Segundo a cobertura da sessão, Mendonça chegou a repetir “mentira, mentira, mentira” durante a fala de Moraes. Em outro momento, afirmou que as testemunhas mencionadas pelo colega “vão mentir”.

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O confronto ocorreu enquanto Moraes afirmava ter testemunhas capazes de sustentar as acusações feitas contra Mendonça.

Moraes acusa Mendonça de atuar para grupo político

Durante a discussão, Moraes afirmou que Mendonça estaria “a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país”.

O ministro também classificou como “fraudulenta” a investigação que, segundo ele, estaria sendo conduzida contra sua atuação.

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Moraes questionou ainda a forma como informações foram obtidas e apresentadas no caso e afirmou que poderia apresentar testemunhas para esclarecer os episódios.

Mendonça reagiu às acusações e afirmou que as declarações de Moraes eram falsas.