Entenda decisão do STF sobre o X e efeitos aos usuários no País

Após publicação do documento, plataforma publicou nota, em inglês, com críticas ao ministro Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que a rede social X (antigo Twitter) apresente um representante legal no Brasil terminou nesta quinta-feira (29/8). 

A intimação, com prazo de 24 horas, foi publicada na quarta-feira (28/8) de maneira inédita pelo STF, por meio da própria conta que a suprema corte mantém na plataforma. A rede se pronunciou na quinta-feira, após o encerramento do prazo da intimação. 

A nota, em inglês, afirma que o X espera pela suspensão dos seus serviços no Brasil: “simplesmente porque não cumprimos suas ordens ilegais para censurar seus opositores políticos.”  

 

A plataforma diz que não conseguiu se defender em tribunal brasileiro, porque Moraes teria ameaçado prender Rachel de Oliveira Vila Nova Conceição, representante legal do X no País à época. 

“Mesmo após sua renúncia, ele congelou todas as suas contas bancárias. Nossas contestações contra suas ações manifestamente ilegais foram rejeitadas ou ignoradas”, continuou a nota.

O X ainda criticou a atuação dos outros ministros da suprema corte, alegando que estariam impossibilitados ou não queriam ir contra às decisões de Moraes. 

De acordo com o comunicado da empresa de Elon Musk, serão publicados documentos considerados pela empresa como “exigências ilegais” do ministro, além de outros documentos judiciais relacionados à atuação da plataforma no Brasil para fins de transparência. 

O X será suspenso?

É preciso que as operadoras de internet que atuam no Brasil, mais de 20 mil, sejam notificadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre o encerramento do serviço no País. Por esta razão, a suspensão não será imediata, mas acontecerá gradualmente.

Início do imbróglio 

O inquérito das milícias digitais, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, deu início à situação de incômodo da rede social com relação à justiça brasileira.

Sob alegação de censura, Musk ameaçou descumprir decisões judiciais de encerrar contas na plataforma associadas à atuação de milícias digitais no País. 

Depois que o nome de Elon Musk foi incluído no inquérito por obstrução de justiça, abuso de poder econômico e incitação ao crime, a empresa decidiu encerrar as operações dos seus escritórios em território nacional.

Na ocasião, 17 de agosto, afirmou que manteria o serviço online. Com a intimação, entretanto, o serviço poderá ser bloqueado a qualquer momento.