ESA simula eclipse solar com satélites e revela segredos do Sol

Para simular o eclipse, satélites voam a 150 metros de distância um do outro; entenda

Eclipse artificial foi criado por meio de dois satélites enviados ao espaço

Eclipse artificial foi criado por meio de dois satélites enviados ao espaço | Reprodução/ESA

A Agência Especial Europeia (ESA) criou o primeiro eclipse solar artificial da história. O objetivo da missão Proba-3 é o de estudar a estrutura e o comportamento da estrela mais próxima da Terra.

Para isso, a ESA lançou dois satélites ao espaço no fim do ano passado. Em órbita, eles têm produzido eclipses solares simulados desde março, enquanto voam a dezenas de milhares de quilômetros acima da Terra.

Para simular o eclipse, os satélites voam a 150 metros de distância um do outro, para um deles bloquear totalmente a luz do Sol.

Enquanto isso, o outro aponta seu telescópio para a corona, a atmosfera externa solar que forma uma coroa ou halo de luz.

O posicionamento perfeito é alcançado de forma totalmente autônoma, sem qualquer controle da Terra, por meio de navegação GPS, rastreadores estelares, lasers e links de rádio.

Missão de 210 milhões de dólares

A missão de 210 milhões de dólares já gerou 10 eclipses solares bem-sucedidos durante a fase de verificação em andamento, o que deve trazer novos elementos sobre o que se conhece sobre o Sol. O eclipse mais longo durou cinco horas.

A proposta dos cientistas é criar eclipses cada vez mais frequentes e longos. Naturalmente, o fenômeno dura em média uma vez a cada 18 meses, e dura apenas alguns minutos.