Escolas cívico-militares: veja como votou cada deputado

Proposta é de autoria do próprio governador Tarcísio de Freitas, que após a aprovação da Alesp, ficará encarregado por sancionar a lei

Alesp aprovou projeto de lei que viabiliza a a implementação das escolas cívico-militares na rede estadual e municipal de ensino

Alesp aprovou projeto de lei que viabiliza a a implementação das escolas cívico-militares na rede estadual e municipal de ensino | Divulgação/Alesp

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (21) o Projeto de Lei que viabiliza a implementação das escolas cívico-militares na rede estadual e municipal de ensino. O placar foi de 54 votos favoráveis e 21 contrários à proposta.

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A proposta é de autoria do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para ser aprovado, o PL precisava de maioria simples dos votos presentes. O texto agora vai para a sanção do líder do executivo no Estado, no caso, o próprio Tarcísio.

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O Programa Escola Cívico-Milita permite que o governo paulista estabeleça o modelo de ensino tanto em unidades novas com nas já existentes na rede de ensino público no Estado.

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Nas escolas do modelo, ao menos um policial militar, selecionado via processo seletivo, atuará como monitor, participando de “atividades extracurriculares de natureza cívico-militar”. O Governador disse que o projeto será implementado em discussão com a comunidade. 

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Veja como cada deputado

Votaram a favor

  1. Ana Carolina Serra (PSDB);
  2. Analice Fernandes (PSDB);
  3. Barros Munhoz (PSDB);
  4. Bruna Furlan (PSDB);
  5. Carlão Pignatari (PSDB);
  6. Dirceu Dalben (PSDB);
  7. Mauro Bargato (PSDB);
  8. Rogério Nogueira (PSDB);
  9. Itamar Borges (MDB);
  10. Jorge Caruso (MDB);
  11. Léo Oliveira (MDB);
  12. Rogério Santos (MDB);
  13. Agente Federal Danilo Balas (PL);
  14. Alex Madureira (PL);
  15. André Bueno (PL);
  16. Bruno Zambelli (PL);
  17. Carlos Cezar (PL);
  18. Conte Lopes (PL);
  19. Dani Lopes (PL);
  20. Delegada Graciela (PL);
  21. Fabiana Bolsonaro (PL);
  22. Gil Diniz (PL);
  23. Lucas Bove (PL);
  24. Major Mecca (PL);
  25. Marcos Damasio (PL);
  26. Paulo Mansur (PL);
  27. Ricardo Madalena (PL);
  28. Tenente Coimbra (PL);
  29. Thiago Auricchio (PL);
  30. Clarice Ganem (Podemos);
  31. Dr. Eduardo Nóbrega (Podemos);
  32. Gerson Pessoa (Podemos);
  33. Ricardo Franca (Podemos);
  34. Capitão Telhada (Progressistas);
  35. Delegado Olim (Progressistas);
  36. Letícia Aguiar (Progressistas);
  37. Valdomiro Lopes (PSB);
  38. Helinho Zanatta (PSD);
  39. Marta Costa (PSD);
  40. Oseias de Madureira (PSD);
  41. Rafael Silva (PSD);
  42. Edna Macedo (Republicanos);
  43. Gilmaci Santos (Republicanos);
  44. Jorge Wilson (Republicanos);
  45. Rui Alves (Republicanos);
  46. Tomé Abduch (Republicanos);
  47. Vitão do Cachorrão (Republicanos);
  48. Átila Jacomussi (União Brasil);
  49. Dr. Elton (União Brasil);
  50. Edmir Chedid (União Brasil);
  51. Felipe Franco (União Brasil);
  52. Guto Zacarias (União Brasil);
  53. Milton Leite Filho (União Brasil);
  54. Solange Freitas (União Brasil).

Votaram contra

  1. Carlos Giannazi (PSOL);
  2. Ediane Maria (PSOL);
  3. Guilherme Cortez (PSOL);
  4. Marina Helou (PSOL);
  5. Monica Pretas (PSOL);
  6. Beth Sahao (PT);
  7. Donato (PT);
  8. Dr Jorge do Carmo (PT);
  9. Eduardo Suplicy (PT);
  10. Enio Tatto (PT);
  11. Luiz C. Marcolino (PT);
  12. Márcia Lia (PT);
  13. Maurici (PT);
  14. Paulo Fiorilo (PT);
  15. Prof Bebel (PT);
  16. Reis (PT);
  17. Rômulo Fernandes (PT);
  18. Simão Pedro (PT);
  19. Teonilo Barba (PT);
  20. Thainara Faria (PT);
  21. Andrea Werner (PSB).

Votação acalorada

Depois de uma discussão durante a votação do projeto, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar.

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Segundo a Alesp, os estudantes tentaram invadir o plenário e foram contidos pela PM. A Secretaria de Segurança Pública informou que sete pessoas foram presas depois da confusão.

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Já a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) relatou que o braço de um estudante foi quebrado em meio à confusão. A União Nacional dos Estudantes (UNE) classificou a ação da PM como antidemocrática.

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Impactos da aprovação

As escolas cívico-militares juntam a disciplina militar com currículo tradicional, promovendo ordem e respeito à autoridade. A presença militar pode influenciar na cultura escolar e na identidade dos alunos, sendo vista como uma imposição cultural em algumas comunidades.

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Há preocupações de que essas mudanças aumentem as desigualdades sociais, atraindo famílias de classe média e deixando outras escolas com menos recursos. 

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A medida faz parte de uma agenda focada em segurança e controle, gerando debates sobre a prioridade do Governo em relação à educação e segurança pública. 

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*Texto sob supervisão de Lara Madeira