O governo Donald Trump anunciou a suspensão imediata de todos os pedidos de imigração feitos por cidadãos de 19 países considerados de “alto risco”, reforçando uma mudança ampla na política migratória após o ataque a tiros que deixou um soldado da Guarda Nacional morto e outro ferido perto da Casa Branca, na semana do Dia de Ação de Graças.
A medida foi divulgada em um memorando publicado nesta terça-feira (2/12) pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), responsável por avaliar e aprovar solicitações de benefícios migratórios, como green cards e naturalizações.
Pedidos congelados e nova triagem mais rígida
Com a suspensão, ficam paralisadas decisões de imigração para cidadãos de países que já estavam sob restrições de viagem desde junho.
A pausa atinge também imigrantes que estão nos EUA, que passarão por uma análise mais rigorosa. Países afetados:
- Afeganistão;
- Chade;
- República do Congo;
- Eritreia;
- Guiné Equatorial;
- Haiti;
- Irã;
- Iêmen;
- Líbia;
- Mianmar;
- Somália;
- Sudão;
- Burundi;
- Cuba;
- Laos;
- Serra Leoa;
- Togo;
- Turcomenistão;
- Venezuela.
O USCIS informou ainda que fará uma revisão completa de todos os benefícios aprovados durante o governo Biden para imigrantes provenientes desses 19 países.
Em julho, o Parlamento de Portugal aprovou uma série de medidas que mudaram a política migratória e a comunidade brasileira no país europeu estava entre os principais afetados pela mudança.
Medida ocorre após ataque a soldados da Guarda Nacional
Segundo o governo, a suspensão está diretamente ligada ao ataque cometido por um suspeito de nacionalidade afegã contra dois soldados da Guarda Nacional. Um dos militares morreu; o outro ficou ferido.
No dia seguinte ao ataque, Trump determinou que os green cards de cidadãos desses países fossem reavaliados.
Segundo o memorando, o USCIS deverá, em até 90 dias, criar uma lista prioritária de imigrantes a serem revisados e, se necessário, encaminhar casos para autoridades de imigração ou outras agências de segurança.
