Em teoria, os Estados Unidos podem ser banidos de ser a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2026 após o ataque do governo norte-americano à Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1). O mesmo poderia acontecer nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028.
Diferentes federações esportivas sancionam países que fazem ações armadas consideradas injustificadas contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado. Não há consenso, ainda, sobre a legitimidade da operação norte-americana das últimas horas. Caso recentes são da antiga Iugoslávia, na década de 1990, e a Rússia, mais recentemente.
No caso da Rússia, a Fifa (federação que comanda o futebol internacional) e a Uefa (federação europeia) afastaram clubes e seleções das competições internacionais, fundamentando a decisão não apenas em questões de segurança, mas na incompatibilidade entre o conflito armado e os valores proclamados pelo esporte.
O Comitê Olímpico Internacional (COI), por sua vez, permitiu a participação de atletas sob regime de neutralidade estrita, sem bandeira, hino ou símbolos nacionais.
O que aconteceu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3), na primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano até que se possa fazer uma transição de poder.
“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, disse o norte-americano.
“O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível”, disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
O presidente dos EUA, que justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas, também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.
