Ex-patroa de mãe de Miguel vira ré por morte de garoto

Sari se tornou ré e terá um prazo de 10 dias para responder à acusação de abandono de incapaz com resultado de morte

Sari Corte Real terá um prazo de 10 dias para responder à acusação de abandono de incapaz com resultado de morte

Sari Corte Real terá um prazo de 10 dias para responder à acusação de abandono de incapaz com resultado de morte | /Reprodução/TV Globo

O juiz da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital, José Renato Bizerra aceitou na noite desta terça-feira (14) a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra Sari Corte Real, primeira-dama de Tamandaré. Com isso, Sari se tornou ré e terá um prazo de 10 dias para responder à acusação de abandono de incapaz com resultado de morte do garoto Miguel.

Ao receber a denúncia, o juiz alegou “indícios de autoria e materialidade do delito” bem como a legitimidade do MPPE para propor a ação.

Miguel Otávio, de 5 anos, era filho da empregada de Sari, e morreu no dia 2 de junho após cair do 9º andar de um prédio de luxo no Recife. No dia do incidente, Miguel estava sob responsabilidade de Sari. A mãe da criança, Mirtes Souza, havia saído do apartamento para passear com o cachorro da então patroa.

No dia da ocorrência, Sari foi presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em 1º de julho, a polícia indiciou a primeira-dama por abandono de incapaz que resultou em morte.

O Ministério Público recebeu a denúncia no dia 3 de julho e tinha o prazo de 15 dias para tomar uma decisão.

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Investigação

A polícia acredita que o menino saiu do apartamento à procura da mãe. No elevador, imagens de segurança mostram que Sari convenceu o garoto a sair do elevador algumas vezes antes de deixá-lo ali.

De acordo com o Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC), Sari Corte Real apertou o botão do elevador que dá acesso à cobertura – a versão contraria a história dada pela defesa da primeira-dama.

Miguel foi até o 9º andar, onde seguiu um corredor, parou em frente a uma janela da área técnica e escalou um vão, alcançando uma unidade condensadora de ar.

De acordo com as investigações, marcas das sandálias do menino comprovam que ele estava em pé na condensadora. O garoto pisou em outro equipamento, supostamente se desequilibrou e caiu. Não há rastros de uma segunda pessoa no corredor.