A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a entrega de seus passaportes e o cancelamento de todos os documentos brasileiros, incluindo o diplomático. Os advogados também solicitaram que o ministro seja declarado impedido ou suspeito para conduzir a investigação.
A decisão foi proferida no domingo (25/10). Além das medidas relacionadas aos passaportes, Moraes proibiu o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, que também é investigado no caso. Flávio, a esposa e as filhas chegaram aos Estados Unidos na quarta-feira (28/10), em um voo que pousou em Miami, na Flórida.
Na noite do último domingo (1/11), o candidato derrotado Flávio Bolsonaro fez uma publicação no X (antigo Twitter) esclarecendo os motivos que o levaram a não participar da matéria do ‘Fantástico’ sobre sua fuga do Brasil.
Defesa pede redistribuição do caso
Os advogados também querem que a investigação seja retirada da relatoria de Moraes e redistribuída ao ministro André Mendonça. A defesa argumenta que a estrutura empresarial atribuída a Willer Tomaz, a hipótese de lavagem de dinheiro e a possível prática de organização criminosa já são investigadas em outro procedimento, no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS e está sob relatoria de Mendonça.
A investigação que motivou a decisão de Moraes apura uma suposta prática de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz, empresas ligadas ao advogado e casas de apostas.
O senador também é investigado em outro inquérito, que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento da produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Advogados questionam atuação de Moraes
No pedido apresentado ao STF, a defesa afirma que Moraes não deveria conduzir uma investigação que envolve a empresa Fraction 024. Segundo os advogados, haveria vínculos objetivos e públicos entre a companhia, o escritório de advocacia da esposa do ministro e o próprio magistrado.
A Fraction 024 tinha Willer Tomaz entre seus sócios. Uma participação na empresa foi adquirida pela Prime You, companhia da qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro também foi sócio.
Com base nesses argumentos, os advogados pedem que Moraes seja declarado impedido de atuar no caso ou, alternativamente, considerado suspeito para permanecer à frente da investigação.







