Signos e horóscopos: entenda o aumento da presença da astrologia na cultura da geração Z

Especialistas apontam horóscopo não apenas como uma 'ciência falha', mas sim, de uma ferramenta de significado

Conselho geral é manter a calma diante de situações delicadas, evitar impulsividade e confiar na intuição

Estudos especializados de comportamento demonstram um crescimento fora do normal pelo misticismo, algo que tende a subir em períodos de alta incerteza | Freepik

Em uma realidade cercada por novas crenças, crises climáticas e incertezas econômicas, uma pergunta ganhou força nos últimos anos para figurar entre os principais assuntos do momento: “Qual é o seu signo?”

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Se as gerações antigas consumiam o horóscopo em revistas e sites como um passatempo qualquer, essa pauta parece ter recebido um valor especial com a polêmica Geração Z.

O mapa astral se tornou uma ferramenta de navegação social, além de um filtro para relacionamento e personalidade, substituindo, em alguns casos, o papel das religiões tradicionais.

Psicólogos apontam que esse novo fenômeno não se trata de uma mera coincidência. Estudos especializados de comportamento demonstram um crescimento fora do normal pelo misticismo, algo que tende a subir em períodos de alta incerteza.

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Significado simbólico e conforto

A simbologia dos signos se torna um refúgio para algumas pessoas em determinadas ocasiões, principalmente depois de um dia difícil na escola, faculdade ou trabalho.

Segundo o professor Nicholas Campion, da University of Wales Trinity Saint David, e um dos mais renomados acadêmicos do impacto cultural da astrologia, o horóscopo não se trata apenas de uma “ciência falha”, mas de uma ferramenta de significado.

Ele argumenta que pessoas recorrem aos astros em busca de uma narrativa que organiza o caos da vida moderna, e que ajuda o indivíduo a situar sua pessoa dentro de um contexto cósmico.

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Interação social e meio digital 

Já no meio virtual, a #Astrology soma bilhões de visualizações nas redes sociais, como é o caso do TikTok. Por outro lado, aplicativos como o Co-Star utilizam inteligência artificial para enviar notificações diárias que misturam conselhos existenciais com previsões astrológicas, criando uma comoção e engajamento que muitas crenças tradicionais já não conseguem sustentar.

Essa cultura também mudou a interação dos jovens, com alguns usuários de redes sociais colocando seus respectivos signos em biografias, enquanto outros optam por escolher com quais (signos) terão contato.

Outro fator que pode explicar o sucesso da astrologia na Geração Z é a possibilidade de “memetizar” o assunto. O humor sobre a perspectiva e característica de cada signo permite que jovens discutam traumas, virtudes e defeitos de formas mais leves.

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Conflito com a realidade

Desta forma, especialistas explicam que é mais fácil admitir uma dificuldade de compromisso afirmando que há “muito ar no mapa” do que encarar uma análise psicológica profunda.

Entretanto, críticos e cientistas alertam que o Efeito Barnum – onde indivíduos acreditam que descrições de personalidade genéricas são feitas especificamente para eles – não deve influenciar o destino humano.

Mas para os jovens, o que importa realmente não é a prova astronômica, mas sim a utilidade emocional da ferramenta e o sentimento de pertencimento.