O Google é uma das empresas que buscam novas alternativas para instalar data centers e, para reduzir os gastos energéticos e hídricos desses centros, formulou um plano ousado.
A empresa divulgou, no início deste mês (4/11) a intenção de levar unidades de processamento de IA ao espaço via satélites, onde seriam abastecidos por energia solar.
“A IA é uma tecnologia fundamental que pode remodelar o nosso mundo, impulsionando novas descobertas científicas e ajudando-nos a enfrentar os maiores desafios da humanidade. Agora, questionamos onde podemos chegar para desbloquear todo o seu potencial [e] o espaço poderá ser o melhor lugar para escalar a computação de IA”, afirmou Travis Beals, diretor sênior do Google para Intelligence Paradigms, em comunicado.
O Google pretende equipar constelações de satélites movidos a energia solar com Unidades de Processamento Tensor (TPUs) e links ópticos via laser entre satélites, ampliando o processo de “machine learning” à escala espacial.
Além disso, os planos incluem utilizar energia solar de forma praticamente ininterrupta. Para isso, os satélites deverão operar em uma órbita terrestre baixa, sincronizada com o Sol (sun-synchronous).
Mas não basta estarem no espaço se não mantiverem uma comunicação eficiente entre os satélites, igual ou superior ao dos data centers em terra.
Para isso, o Google pretende lançar, em parceria com a Planet, satélites-protótipo até 2027 para analisar o comportamento do hardware em órbita.
A empresa precisa ainda verificar se suas unidades de processamento suportam a exposição à radiação espacial.
Alguns testes já foram realizados e apontaram que as TPUs Trillium “sobrevivem a uma dose total de radiação ionizante equivalente a uma missão de 5 anos sem falhas permanentes”.
*Com informações do portal Galileu.
Outro data center
Em outro movimento no Brasil, no interior de São Paulo, a Oracle NetSuite instalará seus dois primeiros data centers no Brasil, e preocupações giram em torno do consumo energético e hídrico dos megacomputadores.
