Governo decide não adotar passaporte da vacina e opta por quarentena a não vacinados

Em lugar do comprovante de vacinação, foi decidido que os turistas deverão apresentar teste PCR negativo e cumprir quarentena obrigatória de 5 dias

Checagens nos terminais são semelhantes às feitas durante a pandemia de Covid-19

Decisão foi tomada em reunião emergencial nesta sexta-feira | Minsa/Peru

O governo federal anunciou na tare desta terça-feira (7) sua decisão sobre o protocolo a ser adotado quanto à entrada de visitantes estrangeiros que chegam por via aérea ao Brasil. O procedimento a ser usado não contempla o “passaporte da vacina”, conforme é feito em muitos países. Em lugar disto, foi decidido que os turistas deverão apresentar teste PCR negativo e cumprir quarentena obrigatória de 5 dias.

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A decisão contraria uma recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de exigir destes visitantes de fora do País, o comprovante de vacinação como medida adicional de segurança antiCovid. O texto conta com informações do Uol.

Nesta terça, mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro criticou tal recomendação da Agência e distorceu o que foi informado pela entidade ao dizer que ela “quer fechar o espaço aéreo”.

“De novo, porra? De novo vai começar esse negócio?”, questionou o presidente, em tom ríspido, perante a uma plateia de empresários.  “Ah, o ômicron. Vai ter um montão de vírus pela frente, um montão de variante pela frente, talvez. Peço a Deus que esteja errado, mas temos que enfrentar”, finalizou o presidente.

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Ao comentar a decisão sobre o novo protocolo de segurança para turistas, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga disse que “É necessário defender as liberdades individuais, respeitar os direitos dos brasileiros acessarem livremente as políticas públicas de saúde. E é assim, como falou o ministro Ciro Nogueira [Casa Civil], que já conseguimos imunizar com as duas doses cerca de 80% da população brasileira acima de 14 anos, a nossa população vacinável, mais de 175 milhões de habitantes”.

Queiroga relembrou a fala de Bolsonaro sobre “fechar o espaço aéreo” e comentou que a intensão do novo protocolo é o de promover uma “reabertura das fronteiras”. Ele citou ainda o avanço da vacinação no Brasil, relacionando os índices de imunização com a possibilidade de retomada do setor de turismo.

Ainda sobre a possível adoção da exigência de comprovante de vacinação, que não foi adotada, Bolsonaro afirmou que tal documento seria como uma “coleira” para os brasileiros.

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“Nós vemos uma briga enorme aqui agora sobre passaporte vacinal. Quem é favorável, não se esqueça: amanhã alguém pode impor algo para você que você não seja favorável. E a gente pergunta: quem toma vacina pode contrair o vírus? Pode e contrai. Pode transmitir? Sim e transmite. Pode morrer? Sim, pode, como tem morrido muita gente, infelizmente. A gente pergunta: por que o passaporte vacinal? Por que essa coleira que querem colocar no povo brasileiro? ” (Jair Bolsonaro)

No último dia 1º, a Anvisa reforçou a recomendação enviada à Casa Civil para que o País adote medidas mais rígidas para o controle de viajantes que entram todos os dias no Brasil, com o objetivo evitar o crescimento do número de casos de Covid-19, considerando o avanço da variante ômicron.