Governo trabalha para iniciar em março pagamento de bolsa a alunos do ensino médio

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta terça-feira (9) que trabalha para que o governo comece em março o pagamento do programa de permanência de estudantes pobres do ensino médio

As matrículas ocorrem entre os dias 29 e 30 de janeiro

Após reunião com o presidente Lula (PT) nesta terça-feira, Camilo disse que a ideia é começar o pagamento o quanto antes, mas preferiu não cravar uma data | Arquivo Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta terça-feira (9) que trabalha para que o governo comece em março o pagamento do programa de permanência de estudantes pobres do ensino médio.

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O ministro não informou qual será o valor exato da bolsa a ser paga aos jovens. Cálculos do MEC, porém, preveem cerca de R$ 167 mensais, que representarão R$ 2.000 por ano para cada aluno beneficiado. Além disso, o governo estima R$ 3.000 em uma poupança, que será dividida em depósitos anuais e só poderá ser sacada ao fim de todo o ensino médio.

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Após reunião com o presidente Lula (PT) nesta terça-feira, Camilo disse que a ideia é começar o pagamento o quanto antes, mas preferiu não cravar uma data.

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“Eu não gosto de falar em data, mas estamos trabalhando para que a partir de março eles [estudantes] já comecem a receber”, disse.

Ele afirmou que o programa depende de outros órgãos, como a Caixa Econômica Federal e os governos estaduais, e por isso não iria dar uma data exata.

O Executivo editou no fim de novembro uma MP (Medida Provisória) que cria um fundo para financiar essa política a partir de 2024 -o texto foi adiantado pela Folha de S.Paulo.

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Colocado como prioridade da gestão, o programa busca reduzir as altas taxas de evasão da etapa –8,8% dos alunos saem da escola no 1º ano do ensino médio.

Como o foco será nos alunos beneficiários do Bolsa Família, isso representa 2,47 milhões de jovens, segundo informações colhidas pela reportagem. Esse montante representa 31% do total de matrículas do ensino médio atualmente, de 7,9 milhões.

O valor de R$ 2.000 por aluno significa um desembolso de R$ 167 por mês, caso os pagamentos sejam de janeiro a dezembro.

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Com relação à poupança, o aluno recebe R$ 800 ao fim do 1º ano do ensino médio. Esse valor sobe para R$ 1.000 ao fim do 2º ano e para R$ 1.200 ao fim do 3º ano. Mas os valores dessa poupança só poderão ser sacados ao fim da etapa.

Conforme também apurado pela Folha de S.Paulo, o desenho ainda prevê o pagamento de R$ 200 para a participação do Enem. O governo trabalha para ampliar a participação de alunos de escolas públicas no exame, principal porta de entrada do ensino superior.

Com esse desenho, o custo calculado para 2024 é de R$ 7 bilhões. O que conversa com o R$ 1 bilhão já previsto no orçamento e os R$ 6 bilhões aprovados em projeto do Senado nesta terça (29) para essa política.

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Camilo Santana também afirmou após reunião que Lula deve realizar uma reunião com todos os governadores ainda em janeiro para discutir metas de alfabetização dos alunos brasileiros.