Novos dados da missão Juno, da Nasa, revelam que o planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, é um pouco menor e mais achatado do que as estimativas antigas indicavam.
A descoberta, publicada na revista científica Nature Astronomy, redefine as dimensões do gigante gasoso com maior precisão.
Medições mais precisas mudam números clássicos
Ao analisar como os sinais de rádio da sonda Juno atravessam a atmosfera de Júpiter e se curvam antes de chegar à Terra, pesquisadores conseguiram medir com mais rigor o tamanho e o formato do planeta.
As novas estimativas apontam que o diâmetro equatorial e o polar são menores do que se acreditava, o que mostra que o planeta é mais achatado nos polos.
As medições revelam diferenças de dezenas de quilômetros em relação aos dados usados por décadas, provenientes das missões Voyager e Pioneer, dos anos 1970.
Por que isso importa para a ciência
Mesmo pequenas diferenças nos valores podem influenciar significativamente os modelos científicos sobre a estrutura interna de Júpiter, sua dinâmica atmosférica e os processos que moldam gigantes gasosos.
Além disso, essa precisão aprimorada ajuda cientistas a interpretar melhor observações de exoplanetas gigantes, que são estudados por meio de técnicas indiretas.
Apesar das revisões, Júpiter mantém seu posto como o maior planeta do Sistema Solar, com volume suficiente para comportar mais de mil Terras em seu interior.
